O ParaVolei inclui as modalidades de Voleibol Sentado e inVolei. Fotografia: DR
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A Federação Portuguesa de Voleibol (FPV) acaba de expandir o projeto da modalidade paralímpica, criando o ParaVolei, destinado a pessoas com diversos tipos de deficiência.

O ParaVolei vai englobar as variantes de Voleibol Sentado, para pessoas com deficiência motora, e inVolei, orientado para todas as pessoas com deficiência ou multideficiência mas com capacidade para jogar o Voleibol em pé.

A FPV explica a decisão com a “tentativa de responder às solicitações e exigências” dos mais recentes praticantes de Voleibol. “Porquê impor ou restringir a prática do Voleibol nos mesmos moldes a pessoas com diferentes capacidades e com competências distintas?”, pergunta retoricamente o responsável técnico pelo ParaVolei Daniel Lacerda.

“Esta adaptação pretende alargar o âmbito da prática de uma modalidade que tem registado uma grande receptividade na população com deficiência, bem como reforçar o papel da FPV na divulgação do movimento paralímpico”, sublinha Lacerda.

Com esse objetivo, a Federação Portuguesa de Voleibol e a Associação Nacional de Desporto para a Deficiência Intelectual (ANDDI-Portugal) vão organizar ações de demonstração e iniciação à prática do Voleibol, junto das instituições, escolas e clubes associados da ANDDI, utilizando os meios disponíveis nestas duas instituições.

Para o vice-Presidente da ANDDI, José Manuel Almeida Costa Pereira, trata-se de aproximar o desporto adaptado ao dito desporto regular, “tendo em vista o processo de inclusão dos praticantes com deficiência intelectual, através da prática regular de novas modalidades”.

O secretário técnico da ANDDI espera uma “recetividade muito boa” da parte dos atletas da instituição, que até agora estavam, de certo modo, impedidos de competir. “Quando souberem da existência deste projecto certamente que ficarão satisfeitos e entusiasmados com mais esta oportunidade competitiva”, acredita António Pereira.

O responsável lembra que, muitas vezes, este aproximar às modalidades se deve “à motivação dos próprios atletas, que nos interrogam sobre «quando é que jogamos Voleibol?», por exemplo”.

A primeira competição é já no dia 6 de abril, no Pavilhão Municipal de Vila do Conde, com a realização do  1.º Encontro Experimental ANDDI/FPV de ParaVolei. O segundo encontro está marcado para 6 de maio, em conjunto com a 6ª. Caminhada do Desporto Adaptado ANDDI/JF Olivais. Ambas as provas decorrem no Vale do Silêncio, nos Olivais, em Lisboa. A 2 de junho, a Praia Canide Sul, em Vila Nova de Gaia recebe o terceiro encontro e o Campeonato de Portugal de Remo Indoor ANDDI.

O ParavVolei vai ser apadrinhado por Lenine Cunha, o atleta paralímpico com mais medalhas em todo o mundo, estando a caminho das 180 em competições internacionais, e que recentemente criou o seu próprio clube – o Sport Clube Lenine Cunha -, com o objetivo principal de ajudar todos os jovens a iniciarem ou prosseguirem as suas carreiras desportivas.