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Poucos anos depois de se ter iniciado no paraciclismo, Luís Costa vai representar o país no Rio2016. O campeão nacional, que assinou recentemente pelo Sporting Clube de Portugal, já participou em dezenas de provas, nacionais e internacionais, conquistando títulos e classificações de destaque.

Mas o momento mais marcante da sua carreira desportiva não foi nenhumas das vitórias conquistadas em provas internacionais, mas sim o dia 31 de dezembro de 2014, em que teve a confirmação de que Portugal havia conseguido uma vaga no paraciclismo para o Rio2016. “Já tinha feito as minhas contas uns meses antes e tinha quase a certeza que essa vaga estava garantida, mas ter a confirmação oficial foi uma explosão de alegria e senti que todo o meu esforço havia sido recompensado”, conta Luís Costa.

A preparação para o Rio2016 está a decorrer “dentro das possibilidades financeiras existentes”. O financiamento é, aliás, um dos grandes obstáculos. “Patrocínios monetários são difíceis de conseguir”, revela Luís Costa. O atleta desejava ter competido em mais provas internacionais, em especial Taças do Mundo, onde poderia defrontar alguns dos possíveis adversários que irá encontrar nos Jogos Paralímpicos. A sua participação permitir-lhe-ia ter “uma perspetiva atualizada das condições físicas em que cada um se encontra, para além do acumular de experiência em competição”.

O desportista aponta a falta de tempo como a maior dificuldade da sua preparação. “Não é fácil em 24 horas conjugar os treinos com o trabalho e os deveres para com a família”, confessa. “Precisava que os dias tivessem 30 horas…”.

As suas sessões de treino variam em termos de tempo e intensidade. “Existem algumas condicionantes, depende da fase da época e dos objetivos (provas) que tenho a breve, médio e longo prazo”, refere o atleta. A preparação, que pode chegar aos oito treinos semanais, promete intensificar-se para aquele que será um dos maiores desafios da sua carreira: os Jogos Paralímpicos de 2016.