O grupo Leon Velilla, da região espanhola de Léon
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Os caretos, gigantones, fanfarrões e rezingões, sempre fiéis a um ritual de folia e exorcização que continua a realizar-se nas praças de aldeias, vilas ou cidades, apresentam-se a partir desta quinta-feira em Lisboa para a 11ª edição do Festival Internacional da Máscara Ibérica (FIMI).

De 5 a 8 de maio, este que é um dos maiores eventos de cultura ibérica em Portugal vai levar ao Rossio 28 grupos, três bandas e mais de 500 mascarados de Portugal, Espanha e Itália (Sardenha), num “programa para todos” e com entrada livre.

Da Península Ibérica provêm cerca de 30 grupos, com destaque para as regiões da Galiza, León, Zamora, Cáceres, Astúrias, Salamanca e Guadalajara, que se apresenta no FIMI pela primeira vez, a  par dos  Gigantones e Cabeçudos e dos Caretos  de  Salsas, em Bragança, também  estreantes no desfile.

O festival, organizado pela EGEAC e a Progestur, inclui concertos, mostra de regiões, animação de rua, tertúlias, danças tradicionais, workshops e um grande desfile com todos os grupos de mascarados.

A Mostra das Regiões – todos os dias a partir das 11:00 horas – vai dar a conhecer algumas das mais tradicionais iguarias e peças artesanais de Portugal e Espanha.

No sábado, dia 7, às 16:30, 28 grupos vão mostrar as suas máscaras, brincadeiras e tradições no XI Desfile da Máscara Ibérica, com percurso desde a Praça do Município ao Rossio, passando pela Rua do Ouro.

Também no Rossio, o Palco Ibérico vai receber concertos de música folk de raiz tradicional europeia com elementos de ska, reggae e rock. A banda Trasga, de Miranda do Douro, é a primeira a subir ao Palco Ibérico, na sexta-feira, às 21:30. No sábado, à mesma hora, é a vez dos Rarefolk (Sevilha) e no domingo, às 17:00, chegam de Aveiro os Fanfarra Káustika.

No dia 7 de maio, pelas 14:30, no Museu da Marioneta, máscaras milenares – que andam à solta no inverno transmontano – vão sair à rua para quebrar a rotina e comemorar a passagem do inverno à primavera.