O surf é uma das cinco modalidades aprovadas pelo COI. Fotografia: Associação Nacional de Surfistas
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Os irmãos Pedro e Carol Henrique venceram este sábado o Sumol Porto Pro, terceira etapa da Liga MOCHE 2016, num dia com ondas de meio metro e vento fraco em Leça da Palmeira, que muitas surpresas trouxe à principal competição nacional de surf.

A final masculina foi uma bateria tensa entre dois surfistas muito competitivos e de vasta experiência internacional. Marlon Lipke, de 32 anos, que vinha a fazer um campeonato irrepreensível, adotou uma estratégia de alta pressão desde o primeiro minuto, fazendo várias notas para se distanciar-se do seu adversário. A estratégia resultou até faltarem doze minutos para o final da bateria, quando Pedro Henrique, de 34 anos, fez um aéreo que recebeu 7.75 pontos dos juízes e lhe deu o primeiro lugar, posição essa que teve de segurar “com unhas e dentes” até ao fim.

“Foi muito difícil e já as meias-finais o tinham sido. Não estava a conseguir encontrar as ondas com o potencial que gostaria e tive de trabalhar realmente na bateria e pensar bem no que tinha de fazer e quando mudar de estratégias”, confessou o vencedor da Sumol Porto Pro, emocionado por finalmente vencer a sua primeira etapa na Liga Moche. “Foram várias vezes a ficar perto e sem conseguir. Estas vitórias trazem consigo muita confiança, motivação e até ritmo para os próximos campeonatos internacionais onde vou estar presente. Em termos de preparação para estes campeonatos, foi a melhor preparação que podia ter tido”, referiu.

A final feminina foi disputada entre duas surfistas que, à partida para esta etapa, partilhavam o primeiro lugar do ranking da Liga Moche. Camilla Kemp fez a primeira boa onda da final mas Carol Henrique respondeu e nunca mais perdeu o primeiro lugar, fazendo 12.85 pontos contra os 11.1 da sua adversária.

“Tenho-me sentido muito confortável. O ano passado foi um ano de adaptações para mim. Havia muitas praias de Portugal que não conhecia… Este ano, comecei a treinar mais e com um treinador. O meu irmão também me tem ajudado muito e estou com uma prancha muito boa”, destacou Carol Henrique, para quem o segredo da vitória “é um conjunto de coisas e parece que está dar certo”. A vencedora da terceira etapa admitiu ainda que “o prémio da vitória na Liga Moche é também muito importante e uma grande ajuda”, uma vez que não tem um patrocinador principal que a ajude a correr o circuito de qualificação mundial.

O segundo dia de competição do Sumol Porto Pro começou com várias surpresas, nomeadamente a derrota de Frederico Morais, campeão da Liga e vencedor da etapa anterior, na primeira bateria da terceira ronda, ficando atrás de Filipe Jervis (1º), Guilherme Fonseca (2º) e à frente de Ivo Cação. Morais terminou assim a sua prestação no Sumol Porto Pro na 9ª posição.

Logo a seguir, na segunda bateria foi a vez de Gony Zubizarreta perder em 4º lugar, atrás de Pedro Henrique (1º), Pedro Coelho (2º) e João Kopke (3º), encerrando a sua prestação nesta etapa com um 13º lugar. Na terceira bateria, foi a vez de José Ferreira e Tiago Pires ficarem na 3ª e 4ª posições, respetivamente, terminando em 9º e 13º lugares.

Na competição feminina, o destaque vai ainda para Mariana Garcia, que conseguiu pela primeira vez chegar ao pódio (3º lugar), e para a estreante Carolina Santos, que no seu primeiro campeonato ficou em 7º lugar, mostrando bom surf.

Quanto ao ranking da Liga Moche, Gony Zubizarreta continua no primeiro lugar, estando agora Pedro Henrique na segunda posição e Marlon Lipke a fechar o pódio. Na competição feminina, Carol Henrique é agora líder isolada, seguida de Camilla Kemp e Teresa Bonvalot. A próxima etapa da Liga Moche vai decorrer na Praia Grande de Sintra entre os dias 3 e 5 de junho.