De Rui Vitória, 45 anos, dizem que é um dos maiores “potencializadores” de talentos no futebol português, sobretudo desde que chegou a Guimarães, cidade que o acolheu em 2011, após ter representado Paços de Ferreira, Fátima, juniores do Benfica e Vilafranquense. Não sendo apaixonado pelas novas tecnologias, é um amante do futebol e adora desafios.

Autor da adaptação para treinadores do livro escrito há 2 mil 500 anos, intitulado «A arte da Guerra Para Treinadores», este natural de Alverca do Ribatejo já tem no seu currículo a conquista de uma Taça de Portugal, em 2013, no Jamor, frente ao Benfica.

Rui Vitória uma pessoa calma, serena e sempre com sentido de responsabilidade, que gosta de descarregar energias numa bateria que tem em sua casa. Eleito pelo renomeado jornal italiano Gazzetta dello Sport para um restrito lote de «treinadores mágicos», o técnico é uma referência no que diz respeito ao treino.

Com Rui Vitória, o emblema de Guimarães viveu um verdadeiro conto de fatas  nesse ano de 2013, somando triunfos e a conquista da Prova Rainha, isto numa altura em que os cofres do clube estavam “magros”.

Devolvendo a alegria aos sempre pressionantes adeptos do Vitória Sport Clube, o treinador foi capaz de, com a sua equipa técnica, abastecer de novos e jovens talentos a equipa principal do clube. Nomes como Hernâni, André André, Paulo Oliveira, Tiago Rodrigues e Ricardo Pereira, entre outros, saltaram para os principais relvados nacionais. Mas também Bernard ou Adama Traoré foram descobertos pelos elementos da equipa técnica de Rui Vitória, ttécnico que quando chegou a Guimarães tinha um emblema quase no colapso financeiro.

Mas, qual é o segredo de Rui Vitória? «Não há nenhum. É o reflexo de uma filosofia de trabalho. Fala-se muito de jogadores com estatuto e já formados, mas preferimos olhar para os futebolistas despidos da sua capa, para as suas capacidades e não para os rótulos que lhes são colocados. Temos a porta aberta para que possam agarrar as oportunidades, com condições para trabalharem e jogarem», afirmou técnico numa entrevista ao sítio oficial da UEFA, em janeiro do ano passado.

Antes de se aventurar no principal escalão do futebol português, nomeadamente ao serviço do Paços de Ferreira, Rui Vitória dividia o tempo entre a escola, onde desempenhava as funções de professor, com as de treinador do Fátima, clube pelo qual chegou a eliminar o FC Porto da Taça da Liga.

Agora, assume  o comando técnico do Benfica, onde esta época fez um magnifico trabalho, levando a equipa aos quartos de final da Liga dos Campões. Assumiu que a conquista do tricampeonato nacional teve um ‘sabor especial’, mas preferiu partilhar os louros da conquista do 35º campeonato com os jogadores e a direção do clube da Luz.