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Emanuel Silva não é um estreante em Jogos Olímpicos, uma prova cujas memórias “ficaram sempre guardadas e serão sempre recordadas”. Em Atenas 2004, ficou em 7.º lugar. Seguiu-se Pequim 2008, onde, por 35 milésimos de segundo, foi afastado da final, conquistando o 10.º lugar. Em Londres 2012 chegou, finalmente, a esperada medalha, a única portuguesa na modalidade.

 

A prata conquistada em Londres é, para o atleta, o momento alto do seu percurso desportivo. “O que me deu mais emoção foi estar no pódio à espera que dissessem o meu nome para subir e o colocar a medalha”, afirma. “Nesse momento pensei em tudo, família, amigos portugueses, e disse para mim ‘CONSEGUI o que tanto sonhei’, o que qualquer atleta que pratique uma modalidade olímpica sonha um dia conquistar”.

 

Quatro anos depois da medalha de prata, as expectativas para o Rio 2016 “são altas, pois os nossos resultados ao longo destes anos têm demonstrado que estamos no quadro dos favoritos para as medalhas”. Os treinos têm sido “muito intensos e com muita qualidade”, de forma a preparar o melhor possível a prova. “Sabemos o nosso valor e temos de acreditar em nós sem menosprezar os adversários”, considera Emanuel Silva.

 

Apesar da atenção mediática conquistada pela modalidade nos últimos anos, ainda há um longo caminho a percorrer. “Falta mais um pouco de atenção por parte da comunicação social, mostrar aos portugueses que existimos”, considera o desportista. “Quanto a apoios simplesmente penso que se não nos dão mais e melhor é porque não podem”, acredita.

 

Um espírito de sacrifício e patriotismo que se reflete na dedicação que coloca na preparação para a prova. “Nós, atletas que estamos no projeto olímpico, somos pagos com dinheiros públicos, com dinheiro dos impostos dos portugueses, por isso só temos de dar o nosso melhor e honrar o nosso país”, conclui.