Cavalhadas de Teivas | fotografia: Tiago Canoso
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As ruas de viseu encheram no domingo, dia 19 de junho, para ver mais uma edição das cavalhadas de Teivas. A partir das 15:00 horas o trânsito foi cortado para dar lugar aos carros alegóricos, às bandas filarmónicas, aos foliões e a muita animação.

Ao longo do desfile viam-se carros enfeitados das mais diversas formas. Havia dinossauros, uma alusão à história da Branca de Neve com sete crianças a realizar as tarefas dos anões, um arco-íris gigante, entre outros temas. Como não podia deixar de ser no mês dos santos populares, havia muitos manjericos à venda.

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A fechar as cavalhadas estava a centenária dança da “Morgadinha”. Antigamente era composta apenas por homens e tinha como objectivo criticar os costumes da época. Hoje a dança é caracterizada pelos belos vestidos femininos de cores exuberantes, pelos fatos masculinos e pelos andores na cabeça.

De acordo com Amador Oliveira, presidente da direcção da associação de Teivas, a Dança da Morgadinha é única no mundo. Como tal, a associação pretende candidatá-la a Património Cultural Imaterial da Unesco.

Esta festividade, que passou pelas principais artérias da cidade, remonta, segundo reza a tradição oral, ao ano de 1643. Na altura simbolizava a libertação de um povo trabalhador que, ao fim de um dia de trabalho, espairecia cantando e dançando.