O Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai descerrar no próximo dia 4 de julho a placa do novo Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, em Chaves, e inaugurar a exposição do artista flaviense. A cerimónia está marcada para as 20:30 e antecede a inauguração do novo espaço, a 8 de julho, data em que se assinala o Dia do Município.

A mostra inaugural do espaço versa sobre a vida e obra do pintor e arquiteto que nasceu em Chaves, trabalhou com Le Corbusier e Óscar Niemeyer e morreu aos 93 anos.

Recentemente, o arquiteto Siza Vieira, responsável pela obra, e Souto Moura, os dois Pritzker portugueses, estiveram em Chaves para a conferência “Museu Nadir Afonso: Elementos icónicos que o caracterizam — Nadir e Siza”, a primeira do ciclo “Chaves como destino”.

Orçado em cerca de 8 milhões de euros, financiados a 85% por fundos comunitários, o espaço, situado na margem do rio Tâmega, reúne o espólio do artista da terra, retratando-o como pintor, mas também como filósofo.

O novo museu dispõe de salas de exposição, auditório, biblioteca, arquivo, espaços para o espólio do artista e um atelier, que vai estar disponível para acolher temporariamente artistas de todo o mundo.

As obras começaram em 2011, mas a conclusão do projeto sofreu alguns atrasos, em especial pelos “longos meses” que se esteve à espera da certificação energética do espaço, revelou o presidente da Câmara Municipal de Chaves, António Cabeleira, considerando que se tratou de uma “demora absolutamente inconcebível”.

O autarca deposita grandes esperanças no Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, antevendo que vai colocar a cidade no roteiro mundial da arte contemporânea e passar a ser o “segundo ícone” de Chaves, depois da ponte romana construída há cerca de 2 mil anos.

A segunda conferência vai realizar-se no dia 20 de agosto e tem como tema “Os castros no concelho de Chaves: a imponência da civilização pré-romana no concelho de Chaves”. A sessão integra o programa da Festa dos Povos e vai contar com a participação do professor Armando Coelho, da Universidade de Letras da Universidade do Porto, e do historiador local José Carvalho Martins.