'A Suplicação-Vozes para Chernobyl', de Pol Cruchten, vai abrir a 22ª edição do CineEco

O filme Suplicação-Vozes para Chernobyl, do luxemburguês Pol Cruchten e baseado na obra de Prémio Nobel da Literatura 2015, Svetlana Alexievitch, vai abrir o CineEco – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, que se realiza de 8 a 15 de outubro na Casa Municipal da Cultura de Seia. É o mote para a 22ª edição, que resgata o slogan “Nuclear, Não Obrigado!” e que a organização justifica pela “evocação dos 30 anos da tragédia de Chernobyl e as recentes dúvidas levantadas sobre a segurança da velha central nuclear espanhola de Almaraz, localizada a uma centena de quilómetros da fronteira com Portugal, e que usa as águas do Tejo para o seu arrefecimento”.

Os cerca de 100 filmes em concurso, de mais de 20 países, vão abordar os grandes temas ambientais da atualidade, voltando a alertar para os perigos da energia nuclear, mas também dando atenção a questões como a sustentabilidade do planeta.

“A arte, e neste caso o cinema, pode ajudar à mudança de hábitos e comportamentos de pessoas, instituições e governos, para melhorar o ambiente na terra e acrescentar longevidade e qualidade de vida aos cidadãos”, sublinhou à agência Lusa o diretor do festival CineEco, Mário Jorge Branquinho.

A edição deste ano conta com filmes repartidos por várias secções competitivas, como longas, médias e curtas-metragens internacionais, séries, documentários e reportagens de televisão, para além de longas e curtas-metragens da lusofonia, panorama regional e sessões especiais.

Na competição internacional de longas-metragens estão obras que refletem “as várias preocupações da crise ambiental no mundo, nos dias de hoje”, como A Morte Diária, de Daniel Lentini (Brasil), Rio Corgo, de Maya Kosa & Sérgio da Costa (Suíça/Portugal), A Vida Em Chamas, de Manuel H. Martín (Espanha) e Flores do Futuro: Dobra Voda, de Valérie Valette (França).