Fotografia: DR
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A atleta Carla André tornou-se recentemente na primeira atleta portuguesa a terminar a ultramaratona Badwater, na Califórnia, Estados Unidos, considerada uma das provas mais duras do mundo.

Com raízes familiares na aldeia de Estevais, em Vila de Rei, Carla André concluiu os 217 km da competição em 44h35m14, o que lhe valeu o 19º lugar na classificação feminina e o 72º da geral.

O norte-americano Pete Kostelnick foi o grande vencedor, com o tempo de 21h56m32, enquanto a primeira mulher a cruzar a meta foi Alyson Ventu, de Barbados, com 25h53m07.

O português Carlos Sá, vencedor da corrida em 2013 e que chegou a ocupar o 5º lugar nesta edição, abandonou a prova ao fim de 15h07m devido a uma cólica abdominal violenta, hipotensão, síndrome vagal, tonturas e subida de temperatura, necessitando, por isso, de assistência médica.

Carla André, de 36 anos, é gerente bancária e, apesar de ter começado a correr há apenas seis anos, já obteve alguns resultados importantes nas ultramaratonas em que participou.

A preparação para a prova norte-americana decorreu no Alentejo e envolveu também praia e sauna. “A prova tem uma distância muito grande (217 quilómetros seguidos) e aumentei o volume de quilómetros para três dígitos por semana, entre 100 e 150. Depois há a questão do calor, efetuei treinos na sauna, com ‘step’ e exercícios variados, e por último a preparação psicológica”, explicou à agência Lusa na preparação da corrida.

A ultramaratona Badawter começa na baía de Badwater (86 metros abaixo do nível do mar) e termina no monte Whitney (4.421 metros de altitude), os pontos mais baixo e mais alto do território norte-americano.

A prova decorre sob temperaturas acima dos 50º célsius, no ponto mais quente do mundo, o Vale da Morte, e na altura mais quente do ano, em julho, daí que Carla André fale de “uma luta contra o corpo e a mente”.

A ultramaratona de Badwater, em que o atleta tem 46 horas para concluir, feita sob temperaturas acima dos 50º célsius, no ponto mais quente do mundo, no Vale da Morte, e na altura mais quente do ano, em julho, “é uma luta contra o corpo e a mente”.