Ponte de Trajano, em Chaves. | Fotografia: Tiago Canoso

“O viajante volta já”. E como gostaríamos que Saramago voltasse, num dia de sol ou nevoeiro, para viajar connosco. Que melhor companhia do que alguém que percorreu o país de norte a sul e escreveu sobre isso, reflectiu, foi erudito sem arrogância e irónico sem maldade? Num tempo de mudança e num Portugal banalizado pela proximidade e pelo abuso do cliché, Saramago procurou conhecer a pátria, o que implica compreender a paisagem, a cultura e o seu povo. Ensaiou uma análise profunda. Não viu tudo, nem poderia. “Todo o viajante tem o direito de inventar as suas próprias geografias”.

Em 2016 passam 35 anos desde o lançamento de Viagem a Portugal. A Descla quis homenagear o português Nobel da Literatura fazendo uma nova viagem, seguindo a estrada e os passos de Saramago e delineando outros. Afinal, muito mudou desde então, e uma viagem é sempre diferente de outra, assim como os viajantes. Saramago é Saramago. Não se trata, pois, de reescrever a sua obra – não seria, sequer, um exercício legítimo –, mas antes explorá-la, conhecer os pequenos mundos por ele desvendados, envolver-se nas histórias que conta e encontrar novas narrativas.

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