Eventos musicais, demonstrações desportivas, conferências, visitas guiadas, exposições, entre outras atividades preencheram o programa das festividades do Forte durante o fim-de-semana. O Príncipe York Shaumburg-Lippe, tetraneto do Conde de Lippe, responsável pela construção do forte da Graça, também esteve presente nas celebrações.

Este fim-de-semana ficou ainda marcado pelo lançamento de uma nova tecnologia, os beacons, que permitem ao visitante descarregar uma aplicação para o telemóvel que proporciona interacção com o Forte e com toda a cidade de Elvas, património mundial da UNESCO desde 2012.

Em 2016 decorreram mais de 100 eventos no Forte, para o próximo ano estão já previstas inúmeras atividades, entre elas a passagem do Portugal Lés-a-lés e um festival de cinema de guerra.

Reforçar o conceito de Eurocidade

Com 17 hectares, o Forte da Graça, que data do século XVIII, é um dos únicos três no mundo a ter a casa do governador na sua estrutura. Este imponente forte tinha a função de defender Elvas, a chamada “cidade quartel”. Apesar de ter sido alvo de cinco ataques, o forte nunca foi tomado. Nunca teve muitos homens a defendê-lo, mas tinha várias armadilhas que não deixavam os inimigos aproximarem-se. Como nos conta a guia turística do Forte, Alice dos Reis, havia inclusive falsas canhoeiras que, quando havia ataques, eram deitadas rapidamente abaixo para dar a impressão de que havia muitos homens lá dentro. Já durante os séculos XIX e XX, o espaço passou a ser utilizado como prisão política.

“O Forte tem contribuído para reforçar o nosso conceito de eurocidade que mantemos com campo maior e Badajoz para projectar toda esta zona de fronteira”, frisa o presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha.

Em apenas um ano de funcionamento o Forte da Graça já atingiu quase 75.000 visitantes, catapultando assim a economia local. “Se nós não tivéssemos feito esta obra no Forte, com certeza absoluta que estas 75.000 pessoas não tinham vindo cá, podiam vir 1000 ou 2000 ver as ruinas em que estava o forte. Ele chegou a estar encerrado por falta de condições de segurança”, afirma o presidente da Câmara Municipal de Elvas.

Mas não é apenas o Forte da Graça que merece uma visita, toda a cidade tem um valioso património que merece ser visto.

COMPARTILHAR