Publicidade

Sem ideias e sem forças, veem-se rendidos a um último estratagema. Uma anciã propõe alimentar a bezerra com trigo e atirá-la do ponto mais alto do castelo para onde estão os atacantes.

O animal parte-se ao cair, dando aos mouros a ideia de que havia fartura de comida no castelo pois no seu interior ainda se viam restos de trigo. Acreditando que não venceriam pela fome, os mouros retiram o seu cerco ao castelo de Monsanto.

De acordo com Elias Martins Vaz, autor da obra MONSANTO NAS FRAGAS DO TEMPO, de baluarte concelhio a aldeia histórica, o castelo terá sido acabado de construir por volta de 1170 ou 1171.

Uma lápide no Convento de Cristo em Tomar atesta que os templários edificaram o castelo de “MONTEM SANCTVM”, no entanto este castelo passa no ano seguinte para a ordem de Santiago devido à ineficácia dos templários para defender o vasto território protegido pelo castelo.

D. Afonso Henriques atribuiu foral em 1174

D. Afonso Henriques, não satisfeito com a proteção de Monsanto, atribui carta de foral ao povo de Monsanto em 1174, para que este faça a manutenção do castelo e da defesa do território.

O castelo de Monsanto foi sempre uma fortaleza militar onde viveu o seu alcaide, que em tempos posteriores se designou por capitão-mor, com a respectiva guarnição militar.

Os eventos e histórias deste espaço estão sempre associados a ações militares, quer pelas suas características defensivas, como estar no topo de um monte a 758 metros de altitude, quer pela sua proximidade à fronteira.

A natureza também atacou o castelo, não só com a passagem do tempo, mas também com algo mais repentino. Nos finais de 1814, um raio perdido de uma tempestade cai no castelo atingido o paiol da pólvora e deixa marcas no monumento que se vêem ainda hoje.

 

Texto: Tiago Canoso

Fotografias: Tiago Canoso e Direitos Reservados

Artigo publicado originalmente em abril de 2013 no número 12 da revista Descla, edição impressa