O bolo podre conserva-se durante vários dias pois não leva ovos. | Fotografia: Tiago Canoso

E se no Natal lhe oferecessem um “bolo podre”. É o que pode acontecer no Alentejo, onde são típicos estes doces secos, em forma de cone, que se conservam durante vários dias devido ao facto de não levarem ovos e sabem a canela e erva-doce.

O bacalhau é o prato típico da consoada, mas houve um tempo em que o galo ia para a mesa. No dia de Natal come-se peru recheado com enchidos alentejanos e assado no forno, mas também pode haver carne de porco com amêijoas, empadas de galinha, ensopado de borrego e sopa de feijão.

Além do bolo podre à alentejana, a sobremesa varia entre coscorões ou carolo, barrigas-de-freira, toucinho-do-céu, queijadas ou azevias de grão, doce tradicional conventual cuja massa é recheada com pasta de grão cozido e miolo de amêndoa, assumindo a forma de rissol. Depois de feitas, as azevias são polvilhadas com açúcar e canela. A receita mais apreciada é a do Convento do Bom Jesus, de Monforte.

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