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É em pleno coração do Monte de Santa Luzia, de onde se tem uma vista privilegiada para a cidade de Viseu, que se ergue o Museu do Quartzo, que abriu portas no último dia de abril de 2012.

Idealizado pelo geólogo Galopim de Carvalho, “o único museu europeu dedicado exclusivamente ao quartzo marca a diferença porque não é contemplativo como os outros”, explica Susana Andrade. A responsável pelo Museu do Quartzo sublinha que se trata “de um espaço muito interativo”, onde o mineral é explorado em toda a sua importância mineralógica, geológica e económica.

No primeiro de dois pisos, figura a exposição permanente, composta por seis núcleos: ‘Santa Luzia: O Monte e o Filão’; ‘A Terra: Fonte de Quartzo’; ‘Minerais: O Reino do Quartzo’; ‘Laboratório: As Propriedades dos Minerais’; ‘Cristais de Quartzo’; e ‘Aplicações: O Quartzo no Tempo e na História‘.

Com um clique é possível viajar-se no tempo, até à altura em que o Monte de Santa Luzia era alvo de exploração mineral ou explorar o conceito mineral, nomeadamente a sua composição química e estruturas cristalinas. O visitante pode ainda aprender quais são as oito propriedades que identificam um mineral, ou mesmo observar alguns exemplares através de uma lupa binocular ou de um microscópio petrográfico.

Só o núcleo ‘Cristais de Quartzo’ é o mais convencional do Museu, com vitrinas contemplativas. Aqui figura uma coleção que reúne os exemplares mais representativos de todas as variedades de quartzo e do quartzo associado a outros minerais.

Já no piso superior, encontra-se a exposição “A tua casa – o teu reino mineral”, que não é mais do que a réplica de compartimentos de uma habitação, montada à escala real. Em cada objeto está devidamente assinalada a presença dos diferentes minerais. De acordo com Susana Andrade, “este espaço foi pensado com o intuito de cada visitante tomar consciência da real importância dos recursos minerais”.

Mais à frente, está montada uma área para experiências, onde estão disponíveis lupas de visualização de minerais e rochas. Os mais pequenos não foram esquecidos, com o cantinho “rochas, rochinhas, minerais e miúdos”, com jogos e microscópios.

Obra demorou quase seis anos a ser uma realidade

O Museu do Quarto começou a ser construído em setembro de 2006, abrindo portas no último dia de abril de 2012. Foram precisos quase seis anos para que o projeto pensado para “dar vida ao Monte de Santa Luzia”, na freguesia do Campo, se tornasse realidade.

Com este equipamento, a Autarquia de Viseu “pretende suscitar interesse pelo património geológico como parte integrante do património natural, promovendo a sua proteção, preservação e valorização”. “Visa também dar a conhecer a geologia regional e o quartzo no contexto geológico e mineralógico e constituir-se como mais-valia pedagógico-didática para os vários níveis de escolaridade”, acrescenta.

Por solicitação da Câmara Municipal de Viseu, o Museu Nacional de História Natural, da Universidade de Lisboa, concebeu um projeto de valorização do sítio, envolvendo a sua aceitação como um geomonumento.

O Museu do Quartzo está aberto de terça a domingo, das 10:00 às 12:00 e das 14:00 à 17:00.

 

Texto e fotografias: Maria Cristina Marques

Artigo publicado originalmente em março de 2013 no número 11 da revista Descla, edição impressa