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Pela primeira vez em Portugal e a celebrar 20 anos de carreira, Russell Maliphant vai subir ao palco do Centro Cultural Vila Flor (CCVF) no dia 2, às 21:30, para a estreia nacional de “Conceal/Reveal”, espetáculo que celebra duas décadas de colaboração com o pioneiro designer de luz Michael Hulls, durante as quais têm criado uma linguagem única entre luz e movimento.

“Conceal/Reveal” é o primeiro dos nove espetáculos do GUIdance, festival que tem colocado a cidade minhota no roteiro internacional da dança contemporânea.

Na noite seguinte, 3 de fevereiro, à mesma hora, o Pequeno Auditório do CCVF vai receber recebe a mais recente cocriação de João dos Santos Martins e Cyriaque Villemaux, “Autointitulado”, uma peça que estilhaça um conjunto de referências e memórias da dança.

No dia 4, às 18:30, desta vez na Black Box da Plataforma das Artes e da Criatividade, a dupla Jonas & Lander vai estrear no GUIdance “Adorabilis”, uma criação que se serve da riqueza da biodiversidade cultural e natural para criar uma dança-labiríntica.

Nessa noite, às 21:30, Tânia Carvalho vai apresentar no CCVF, e em estreia absoluta no GUIdance, a sua mais recente peça, “Captado pela Intuição”, um solo entre o abstracionismo lírico e o figurativismo. Coreógrafa em destaque nesta edição, Tânia Carvalho regressa ao GUIdance no dia 8, às 21:30, agora na Black Box da Plataforma das Artes e da Criatividade, com a remontagem de “De Mim Não Posso Fugir, Paciência!” (2008), um espetáculo que explora a relação de interdependência entre a música e a dança.

Wim Vandekeybus em Guimarães

A 9 de fevereiro, novamente no CCVF, Luís Guerra vai apresentar “A Tundra”, que explora uma zona inóspita onde que o belo “se desenha por entre ventos fortíssimos”. Nova estreia nacional no dia 10, com Jefta van Dinther e Thiago Granato a exibirem, às 21:30 e no mesmo palco, “This is Concrete”, uma coreografia que se aventura na encenação de algo íntimo em que o público é desafiado a “embrenhar-se no espetáculo, como quem se suspende no tempo”, revela a organização do festival.

A 7ª edição do GUIdance termina no dia 11 de fevereiro com uma dose dupla de espetáculos. Às 18:30, na Plataforma das Artes e da Criatividade, Ana Jezabel e António Torres vão estrear “A importância de ser (des)necessário”, peça que reflete sobre as várias “mortes” por que vamos passando ao longo da vida. Para as 21:30, no CCVF, está marcada a estreia nacional de “Speak low if you speak love”, do coreógrafo belga Wim Vandekeybus, espetáculo que reafirma a relação de grande cumplicidade com o músico Mauro Pawlowski, seu compatriota.

À semelhança das edições anteriores, o festival vai apresentar um cartaz de atividades paralelas com o objetivo de aproximar público, artistas, escolas e pensadores: masterclasses com Russell Maliphant e Nuhacet Guerra, da Companhia Ultima Vez de Wim Vandekeybus, conversas pós-espetáculo, sessões para escolas e debates sobre a questão da autoria, com dois painéis moderados pela jornalista Cláudia Galhós. O meeting point do festival vai decorrer todas as sextas e sábados, a partir de meia-noite, no Café Concerto do CCVF com direito a dj set.

Os bilhetes para o GUIdance já se encontram à venda nas bilheteiras do Centro Cultural Vila Flor e da Plataforma das Artes e da Criatividade, bem como nas lojas Fnac e El Corte Inglês, entre outros pontos de vendas, e na internet, em www.ccvf.pt e oficina.bol.pt. O preço dos bilhetes varia entre os 10,00€ e os 3,50€ e há ainda a possibilidade de adquirir diferentes assinaturas para o festival. Os alunos que frequentam Escolas de Artes Performativas têm um preço especial de 4,00€ nos espetáculos.