A Capela de Santa Luzia remonta pelo menos ao século XII
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A Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo, está a realizar trabalhos de conservação e valorização da Capela de Santa Luzia, uma referência da arquitetura românica e gótica em Portugal, com o objetivo de assegurar financiamento comunitário para uma requalificação mais profunda que permita colocar o edifício no roteiro do turismo religioso.

Numa primeira fase, a intervenção, feita em parceria com a Fábrica da Igreja de Campos, incide na reabilitação da cobertura, após a elaboração de um diagnóstico das necessidades em parceria com a Direção Regional da Cultura do Norte (DRCN).

“Durante o mês de dezembro, e atendendo ao avançado estado de degradação dos frescos, procedeu-se não só à proteção, mas também à consolidação das pinturas nos murais do interior”, explica Irene Pinheiro, do Gabinete de Comunicação e Imagem da autarquia. Nas próximas semanas está prevista a remodelação total do telhado.

A Câmara Municipal pretende executar um projeto mais ambicioso deste imóvel, que remonta pelo menos ao século XII, e para isso apresentou uma candidatura, que abrange o restauro das pinturas murais, a estabilização das paredes da capela e a beneficiação do adro e dos caminhos de acesso.

“Com o turismo a afirmar-se de enorme importância estratégica para o desenvolvimento do nosso concelho, a preservação do património edificado e, neste caso concreto, do património religioso também deve acolher a atenção da autarquia”, explica o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira.

O autarca sublinha que a Capela de Santa Luzia “não é só um ícone religioso de extrema importância, num edifício rico em termos de arquitetura românica e gótica, como é também um símbolo da nacionalidade portuguesa uma vez que nela surge a primeira referência a D. Afonso Henriques enquanto Rei de Portugal”.

Adquirida pela Fábrica da Igreja Paroquial de Campos, a Capela de Santa Luzia estará ligada a um desconhecido mosteiro que, eventualmente, se instalou naquele local numa época muito remota.

Os problemas de degradação do edifício, imóvel de interesse público desde 1982, são agravados pelo seu enquadramento rural, algo isolado do conjunto populacional e erigido sob uma nascente de água, no meio de campos agrícolas alagadiços.