Reza a lenda que uma princesa árabe se apaixona por um cavaleiro cristão e foge, mas o amor acaba tragicamente devido às grandes diferenças religiosas. “Esta lenda está associada ao castelo dos Mouros mas também aparece referenciada noutros castelos”, revela Maria João Sousa, arqueóloga do espaço. Provavelmente construído na altura da conquista árabe da península ibérica, apenas existem registos da existência do castelo dos mouros a partir do século X.

Esta fortaleza nunca foi palco de batalhas, pois os seus ocupantes rendiam-se invariavelmente quando lisboa era conquistada. Quando D. Afonso Henriques conquistou Lisboa e, consequentemente, o castelo dos mouros, entregou-o aos templários. Mais tarde, D. Dinis ordenou a extinção dessa ordem e o castelo dos mouros é então entregue à casa das rainhas.

Já no século XIX é adquirido por D. Fernando II e sofre obras de remodelação. Em 1940 a direção geral de edificios e monumentos nacionais faz nova intervenção. “Daí que hoje em dia os castelos tenham todos uma semelhança muito grande entre eles porque a maior parte foram reconstruidos sem obedecer a grande cuidado histórico”, explica a arqueóloga.

Habitado por alcaides até pelo menos ao século XIV, este monumento localizado em Sintra faz parte da rede de fortificações de todo o país.

Novo centro de interpretação museológica

Há poucos anos o castelo dos mouros foi alvo de um projeto de valorização e reabilitação. Após esse processo o espaço foi criado um centro de interpretação do castelo dos Mouros onde está explicada a história que o castelo sofreu ao longo dos séculos. Ficou ainda preparado para a realização de eventos.

 

Texto: Ana Margarida Gomes

Fotografias: Raquel Morais