Fotografia: Tiago Canoso

Após dois anos de rodagem e pós-produção, a longa-metragem “vai ser seguramente distribuída” para as salas de cinema, garantiu o cineasta à agência Lusa, referindo que ainda não existe data marcada.

Na primeira antestreia, na Fundação Serralves, no Porto, a 18 de dezembro, o realizador notou uma boa adesão do público. “Quem já viu ter ficado curioso para visitar o evento e reconhecer que é diferente de outros carnavais inspirados no Brasil”, já que Torres Vedras reclama ter o carnaval “mais português de Portugal”, sublinhou Edgar Pêra.

Para o realizador, “Delírio em Las Vedras”, filmado em 3D, é ao mesmo tempo ficção e documentário, juntando a espontaneidade dos mascarados a um fio narrativo associado à comédia portuguesa.

O filme foi rodado durante sete dias em pleno carnaval de 2015 e não só dá a conhecer as suas vivências como cria a sua própria história, transformando os atores em repórteres televisivos e radiofónicos que, também mascarados, entrevistam os autênticos foliões e constroem as suas próprias histórias.

O protagonista do filme é Nuno Melo, que faz dois papéis, Ermelindo, repórter de um canal institucional, e Ermelinda, matrafona à força. “Está lá contrariado porque acha que este é um tema que não interessa às elites”, explicou Edgar Pêra.

O cineasta revelou que o filme, apoiado pelo município, pretende ser também um veículo de promoção do carnaval de Torres Vedras, que atrai cerca de 350 mil visitantes durante os cinco dias.

A longa-metragem, de 80 minutos, está nomeado para o Festival Internacional de Cinema de Roterdão e nele contracenam os atores Nuno Melo, Marina Albuquerque, José Raposo, Sofia Ribeiro, Albano Jerónimo, José de Pina, Rui Melo, Miguel Borges, Marco Paiva, Jorge Prendas, Miguel Pereira, Miguel Partidário, João Sodré, Marlise Gaspar e os foliões torrienses.

Delírio em Las Vedras vai estar em exibição no cinema de Torres Vedras entre sexta-feira e domingo, integrado no ciclo dedicado a Edgar Pêra, promovido pela Fundação Serralves e com curadoria de António Preto. O programa é composto por diversos filmes do cineasta e inclui uma exposição alusiva à sua obra, a partir de quinta-feira e até 1 de março.