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O sexólogo Júlio Machado Vaz disse ao pianista Júlio Resende que este deveria compor alguma música da poesia do seu amor literário, Eugénio de Andrade. Resende aceitou, com uma condição: que fosse Machado Vaz a dizer essa poesia. O psiquiatra, sem recear tabus, aceitou. Dos ensaios fez-se um disco, e do disco um concerto.

O espetáculo, intitulado “Poesia Homónima por Júlio Resende e Júlio Machado Vaz”, vai ser apresentado no próximo sábado no Teatro Virgínia, em Torres Novas, a partir das 21:30.

O (des)concerto versa sobre poemas de Eugénio de Andrade e Gonçalo M. Tavares e, segundo o Teatro Virgínia, “vai explorar dois olhares distintos sobre a poesia, e que muita música inspiraram o pianista e o psiquiatra com o mesmo nome”.

Músico, pianista e compositor português natural de Faro, Júlio Resende começou a tocar piano aos quatro anos, fazendo depois um intenso percurso pelo universo do jazz que o levou a pensar a improvisação sobre outros géneros musicais. Foi assim que chegou ao fado, onde cruzou tradição com modernidade e lançou, através do piano e da improvisação, um novo olhar sobre a canção portuguesa.

Júlio Machado Vaz, natural do Porto, é licenciado em Medicina e Cirurgia e doutorado em Psicologia Médica., tendo regido as disciplinas de Antropologia e Sociologia Médica no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar até se aposentar.

Atualmente é vice-presidente da Fundação da Juventude e responsável pela Comunidade Paulo Vallada, diretor clínico da Comunidade Terapêutica para recuperação de toxicodependentes da Cooperativa Sempre a Crescer, em Adaúfe, e vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica.

O espetáculo “Poesia Homónima por Júlio Resende e Júlio Machado Vaz” tem a duração de 75 minutos e destina-se a maiores de 12 anos. Os bilhetes custam 7,5 €.