Portugal possui 31 Sítios Ramsar, distribuídos pelo continente e pelo arquipélago dos Açores, na imagem

Esta quinta-feira, 2 de fevereiro, assinala-se o Dia Mundial das Zonas Húmidas, que este ano tem como tema “Zonas Húmidas: a nossa salvaguarda natural contra desastres”, e para assinalar a efeméride decorrem por todo o país diversas iniciativas, como plantação de árvores, visitas guiadas e percursos pedestres, sessões de observação de aves e de anilhagem, palestras e exposições.

Um dos destaques é a “Reabilitação ribeirinha no Vascão”, no Algarve, onde uma mancha de 277 metros de canavial foi removida, e na qual vão ser plantadas, a partir das 10:00 horas, 160 plantas, entre freixos, salgueiros, murtas e roseiras-bravas, provenientes do Viveiro Florestal de Valverde, propriedade do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Também no Algarve vai realizar-se o seminário “Poluição. Ameaças invisíveis”, no Centro de Educação Ambiental de Marim, Parque Natural da Ria Formosa, com início às 14:30, integrado num programa que se inicia de manhã, às 10:00, com um passeio de barco.

O tema deste ano do Dia Mundial das Zonas Húmidas tem como objetivo destacar a importância destes ecossistemas e apelar à participação de todos na sua conservação, de modo a assegurar a biodiversidade, proteger as linhas de costa e mitigar os efeitos das alterações climáticas, informa o ICNF.

A efeméride evoca a criação, em 1971, da Convenção de Ramsar, relativa à conservação e ao uso sustentável das zonas húmidas. Mais de 2.000 zonas húmidas em todo o mundo, nos 168 países contratantes da Convenção, estão atualmente catalogadas como Sítios Ramsar, segundo critérios ecológicos, socioculturais e paisagísticos. Desde que assinou o documento em 1980, Portugal declarou 31 Sítios Ramsar em território continental e no Arquipélago dos Açores.