Fotografia: Ian Corless
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A atleta portuguesa Ester Alves vai disputar, de 10 a 18 de fevereiro, a ultramaratona The Coastal Challenge, enfrentando seis etapas em seis dias e 236 quilómetros com 10 000 metros de desnível ao longo da costa do Pacífico tropical da Costa Rica.

Depois de vencer a prova no ano passado, na sua estreia, a campeã nacional de Skyrunning regressa à América Central por esta ser “uma prova única num paraíso pouco acessível”.

“Para quem gosta de trilhos tropicais e selvagens é sem dúvida a prova mais bonita pela qual já passei. Pela biodiversidade, pelo desafio e pelos cenários únicos”, explica Ester Alves, que deixa uma garantia a possíveis interessados neste tipo de aventura. “Para quem tiver oportunidade uma vez na vida de passar pela América Central e correr neste ambiente fabuloso, vale a pena”.

Este ano, o objetivo da atleta da equipa Salomon Suunto Portugal é desfrutar da prova sem pressões e simultaneamente preparar o grande desafio do ano, a Maratona das Areias (Marathon des Sables), que se realiza de 7 a 17 de abril no sul de Marrocos, no deserto do Sahara.

Na Costa Rica, Ester Alves vai encontrar uma média de 36 graus, numa competição que é um verdadeiro teste à resistência mental dos atletas.

Ester Alves venceu a última edição da prova The Coastal Challenge. Fotografia: Ian Corless

A The Coastal Challenge realiza-se desde 2004 e o seu percurso é desenhado dentro e fora de Talamanca, uma cordilheira costeira no canto sudoeste do país.

Os atletas partem da cidade de Quepos e terminam no Parque Nacional Corcovado, Património Mundial da Unesco.

Além da prova principal, a Expedition Category, de 236 quilómetros, existe ainda a Adventure Category, com 155 quilómetros, e ambas podem ser disputadas individualmente ou em equipas de três a seis elementos.

Na edição de 2016, Ester Alves concluiu os 225 quilómetros em 33:04.32 horas, menos 42 minutos do que a sueca Elisabeth Barnes, segunda classificada.

O português Carlos Sá foi terceiro na competição masculina, atrás do sul-africano Iain Don-Wauchope e do equatoriano Gonzalo Calisto.