O Museu de Arte Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Lisboa, foi um dos finalistas dos prémios Mies van der Rohe. O projeto foi desenhado pela arquiteta inglesa Amanda Levete
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Treze edifícios portugueses estiveram na corrida aos prémios Mies van der Rohe, um dos galardões de arquitetura de maior prestígio em todo o mundo. Nenhum chegou aos cinco finalistas, conhecidos na última quarta-feira, mas o número de projetos nacionais nomeados é, por si só, relevante. Portugal chegou a ser mesmo o país mais representado.

Estes 13 edifícios integravam uma lista de 356 projetos europeus, divulgada em dezembro do ano passado pela Fundação Mies van der Rohe, que organiza o prémio, naquela que foi a primeira fase de seleção. Cerca de um mês depois, os candidatos já eram apenas 40, quatro deles portugueses.

O Museu de Arte Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Belém, da arquiteta inglesa Amanda Levete, o projeto do atelier Aires Mateus para a sede da EDP, bem perto, o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, em Chaves, de Siza Vieira, e uma moradia em Oeiras, de Pedro Domingos, eram os concorrentes nacionais ao Prémio Europeu de Arquitetura Contemporânea.

Portugal foi o país com mais projetos nesta fase, a par do Reino Unido e de França, todos com quatro projetos. Seguiam-se Dinamarca, Espanha, Finlândia, Holanda e Noruega, com três, Bélgica, Alemanha, Irlanda e Turquia, com dois, e Itália, Lituânia, Polónia, Roménia e Suécia, com um projeto a concurso.

O presidente da Fundação Mies van der Rohe, Daniel Mòdol, disse então que as obras selecionadas “refletem a importância das novas gerações de arquitetos, que irrompem com força nesta edição, mostrando-nos como a arquitetura aborda e dá soluções a uma diversidade de realidades cívicas e sociais, de habitação, espaços culturais, memória e identidade, reabilitação ou novos espaços, numa convocação que mostrou mais que nunca esta diversidade”.

Os cinco finalistas 

Os cinco finalistas do Prémio Mies van der Rohe estão na Holanda, Reino Unido, Dinamarca, Polónia e França. São eles deFlat Kleiburg (Amsterdão), Ely Court (Londres), Kannikegården (Ribe), Museu Katyn (Varsóvia) e Memorial Rivesaltes (Rivesaltes).

Os vencedores e vencedor emergente vão ser anunciados em meados de maio. A cerimónia de entrega do prémio está marcada para o dia 26 desse mês em Barcelona, no Pavilhão Mies van der Rohe.

Os seis edifícios vencedores vão estar abertos ao público para que todos possam desfrutar e saber mais sobre eles com os seus autores e críticos.

Os 13 projetos portugueses

Além dos quatro projetos já referidos, outros nove edifícios portugueses estiveram na corrida ao prémio europeu: a Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo, as Casas de Campo no Trebilhadouro, em Vale de Cambra, o Museu Abade Pedrosa, em Santo Tirso, o Instituto de Inovação e Investigação em Saúde, no Porto, o Mercado Municipal de Abrantes, o Camping de Abrantes, o Centro Sócio-Cultural Costa Nova, em Ílhavo, o Solar da Porta dos Figos, em Lamego, e a Escola Secundária Luís de Freitas Branco, em Oeiras.

Ao longo das próximas semanas, sempre à sexta-feira, vamos dar a conhecer cada um destes 13 edifícios. Esta série de reportagens dedicada aos prémios Mies van der Rohe termina em meados de maio com o anúncio dos vencedores.

O júri do Mies van der Rohe é constituído por sete membros, entre os quais um português: Gonçalo Byrne, Stephen Bates, Peter Cachola Schmal, Pelin Dervis, Dominique Jakob, Juulia Kauste e Magorzata Omilanowska.

O galardão, no valor de 60 mil euros, foi instituído em 1987 pela Comissão Europeia e pela Fundação Mies van der Rohe, com sede em Barcelona. Portugal só venceu uma vez, em 1988, na primeira edição do prémio, com o edifício Borges e Irmão de Álvaro Siza, que está também nesta lista, com dois museus.