A consagração do cislista esloveno Primoz Roglic. Fotografaia: João Fonseca

O esloveno Primoz Roglic, da equipa Team Lotto NL-Jumbo, venceu este domingo a 43.ª Volta ao Algarve, após a quinta etapa, entre o centro de Loulé e o alto do Malhão, ganha pelo algarvio Amaro Antunes, da W52-FC Porto.

O antigo campeão de saltos de esqui, conquistou, assim, a principal vitória na carreira de ciclista, terminando com 22 segundos de vantagem sobre o polaco Michal Kwiatkowski (ProTeam Etixx-Quick Step). O terceiro, a 55 segundos, foi o francês Tony Gallopin (Lotto Soudal).

“Fizemos um grande trabalho e controlamos a corrida até onde seria possível. Na subida final seria a minha vez. Consegui ficar com o Kwiatkowski e agora é tempo de celebrar. Foi duro para todos, mas felizmente conseguir levar esta camisola até ao final”, confessou Primoz Roglic.

O ciclista esloveno admitiu que é um sonho vencer a prova algarvia, algo que não imaginava quando começou a competir, e espera para ver o que futuro lhe traz. “Sei que combino a montanha e o contrarrelógio com certa facilidade e espero estar forte nas próximas corridas”, adiantou.

Amaro Antunes ganhou em casa

A tirada de 179,2 quilómetros começou muito veloz, com mais de 50 quilómetros percorridos na primeira hora, mas os candidatos acabaram por ficar na expectativa, não se movendo na derradeira ascensão.

Amaro Antunes aproveitou a apatia dos grandes nomes internacionais e deu o melhor seguimento ao trabalho da sua equipa, que trabalhou para anular a fuga de 21 homens, só extinta já no sopé do Malhão.

O ciclista da W52-FC Porto arrancou a quilómetro e meio do final e não mais foi alcançado, cortando a meta ao fim de 4h29m28s de corrida, deixando a 12 segundos o espanhol Vicente García de Mateos (Louletano-Hospital de Loulé) e o belga Tiesj Benoot (Lotto Soudal).

“Ganhar é a algo que a W52-FCPorto já habitou os adeptos. Este é um lugar habitual de treinos, conheço esta subida de olhos fechados. Sabia onde tinha de arrancar. Inicialmente, hesitei um pouco, contive-me e finalmente arranquei no momento certo”, explicou Amaro Antunes.

Amaro Antunes

O corredor confessou que “é especial ganhar em casa” e assim dar uma alegria aos familiares e amigos que às cinco da madrugada foram pintar a estrada como forma de apoio.

“Para dizer a verdade, na primeira passagem fiz toda a subida em pele de galinha e quando a equipa começou a tirar só tinha em mente a vitória. Queria retribuir o apoio de quem acreditou em mim, em especial o meu diretor-desportivo Nuno Ribeiro. Acreditou desde o início que a vitória seria possível”, ressalvou Amaro Antunes.

O ciclista admitiu que não vai esquecer tão cedo esta vitória. “Não é por acaso que temos aqui alguns dos melhores ciclistas do mundo, um pelotão de luxo e isso ainda mais valor dá à minha vitória”, frisou.

O campeão da Alemanha de fundo, André Greipel (Lotto Soudal), empenhou-se na luta pela Camisola Vermelha Cofidis, participando na fuga do dia, e acabou por conseguiu a vitória por pontos.

O colombiano Juan Osorio (Manzana Postobón) ganhou a Camisola Azul Liberty Seguros, de melhor trepador. O melhor jovem foi, pelo segundo ano consecutivo, o belga Tiesj Benoot, que leva para casa a Camisola Branca Sicasal. Por equipas impôs-se a Astana.