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A equipa espanhola Movistar é a grande atração da 35ª Volta ao Alentejo, que começa esta quarta-feira e decorre até ao próximo domingo entre Portalegre e Évora. A qualidade do elenco é evidente num ano em que a prova subiu ao escalão 2.1 do calendário da União Ciclista Internacional (UCI).

A “colagem” à Volta ao Algarve também ajudou a seduzir as equipas as equipas do WorldTour, ainda que só a Movistar tenha aceitado prolongar por mais uma semana a estadia em Portugal.

Nos 881,4 quilómetros de corrida, o público vai poder acompanhar o desempenho de nomes sonantes como o costarriquenho Andrey Amador, quarto no Giro2015, o italiano Adriano Malori, o português Nelson Oliveira, tricampeão nacional de contrarrelógio, ou o espanhol Carlos Barbero, o vencedor de 2014 e o único dos 150 ciclistas presentes que pode, finalmente, quebrar a tradição da “Alentejana”, que nunca teve um bicampeão, feito único a nível mundial.

Além da Movistar, merecem ainda destaque a também espanhola Caja Rural, cuja grande figura é Eduard Prades, ou a colombiana Manzana Postobón, que leva ao Alentejo o português Ricardo Vilela, mas também o colombiano Juan Osorio, que no domingo conquistou a camisola da montanha na Volta ao Algarve.

Ivo Oliveira, o maior especialista nacional de pista, é outro nome a seguir de perto entre quarta-feira e domingo, ele que este ano está a viver a sua primeira temporada como emigrante na conceituada equipa norte-americana Axeon-Hagens Berman.

Percurso para roladores

A maior parte do percurso da Volta ao Algarve adequa-se aos roladores, como é natural na região, mas a primeira etapa, no norte do Alentejo, poderá deixar marcas. Na etapa inicial, entre Portalegre e Castelo de Vide, o pelotão vai enfrentar o percurso mais pequeno (158 quilómetros) mas também o mais difícil, com quatro prémios de montanha – um de segunda, dois de terceira e um de quarta categoria –, mais do que no somatório das restantes jornadas.

A segunda etapa, com 171,3 quilómetros, vai decorrer entre Monforte e Portel e tem apenas uma subida de quarta categoria como obstáculo para os velocistas, que vão rolar com o Grande Lago do Alqueva como pano de fundo.

A terceira jornada é a mais extensa, com 208 quilómetros sem qualquer subida pontuável, entre Mourão e Mértola. No sábado, quarto dia de competição, os ciclistas vão partir de Odemira para pedalar 175,2 quilómetros, temperados por uma subida de quarta categoria, até Alcácer do Sal.

A Volta ao Algarve termina no domingo com uma etapa de 168,9 quilómetros, desde Ferreira do Alentejo até à Praça do Giraldo, no coração de Évora, onde vai ser coroado o vencedor da 35ª edição.