O Mosteiro de Açcobaça, onde estão os túmulos de D. Pedro e D. Inês de Castro. Fotografia: Lino Ramos

A trasladação do corpo de D. Inês de Castro de Coimbra para Alcobaça, em 1361, e a sua deposição no belo túmulo do mosteiro, têm o seu apogeu num emotivo discurso, o “Sermão nas exéquias de D. Inês de Castro”, de D. João de Cardaillac, arcebispo de Braga, cuja eloquência e oratória lhe deram o honroso cargo de orador oficial da corte pontifícia, em Avinhão.

Através de uma sólida argumentação jurídico-religiosa que aliava o saber científico à proficiência religiosa, o clérigo procurou atestar a validade do casamento do rei D. Pedro e a licitude dos seus amores.

É este famoso sermão que está na origem do livro D. Pedro e D. Inês. Diálogos entre o amor e a morte, da autoria da historiadora Maria Helena da Cruz Coelho e do investigador em literatura medieval António Manuel Ribeiro Rebelo, que vai ser apresentado esta sexta-feira na Universidade de Coimbra.

A obra apresenta um estudo sobre as implicações e circunstâncias históricas do discurso, bem como a sua edição crítica, com o objetivo de fornecer “um estudo sólido que vai ao encontro das necessidades que especialistas de diversas áreas científicas já tinham manifestado, sem, todavia, descurar os interesses de públicos não académicos”, revela Cristina Pinto, assessora de imprensa da reitoria da universidade.

O livro, com edição da Imprensa da Universidade de Coimbra (IUC), vai ser apresentado pela professora Nair de Nazaré Castro Soares e pelo historiador Bernardo de Vasconcelos e Sousa a partir das 17:00 horas na Sala de S. Pedro da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra.