Urso. Fotografia: B.Kristiansson
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Tirar uma fotografia com um urso nas montanhas da Cantábria, caminhar no habitat natural do lobo-ibérico e lince-ibérico ou observar de perto animais naturalizados são algumas das experiências propostas pelo Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC), em Lisboa, na nova exposição “Reis da Europa Selvagem – os nossos últimos grandes carnívoros”, que vai ser inaugurada na próxima quinta-feira, dia 2 de março.

O MUHNAC e o Grupo Lobo apresentam uma mostra cientificamente rigorosa que combina as vertentes didática e lúdica para dar a conhecer a biologia, o habitat, os hábitos alimentares, a organização social e as ameaças aos grandes carnívoros europeus – o urso, o glutão, o lince e o lobo –, bem como a sua relação histórica e cultural com o Homem.

A exposição dedica particular interesse ao lince-ibérico, o felino mais ameaçado do mundo, e ao lobo-ibérico, cujas populações continuam ameaçadas.

A curadora da coleção de mamíferos do MUHNAC, Cristiane Bastos-Silveira, explica que a
mostra é dedicada aos grandes carnívoros por serem “um dos grupos animais mais controversos e complexos de gerir em termos de conservação devido, em grande parte, à existência de uma hostilidade muito enraizada na história e cultura da humanidade e também à ideia que ainda persiste de que o impacto destas espécies na vida do Homem é negativo”.

A exposição divide-se em seis módulos e vai permitir contemplar, ao longo de 486m2, mais de 40 exemplares naturalizados, integrados num cenário de imagens, sons e novas tecnologias que conduz o público a uma viagem pelas áreas geográficas onde vivem estes animais.

“Temos algumas novidades, como dois dioramas totalmente produzidos no MUHNAC que
representam os habitats do lobo e do lince ibéricos, mas também uma experiência de realidade aumentada onde o público vai ter a possibilidade de imergir um cenário virtual”, adianta a responsável.

A exposição “Reis da Europa Selvagem – os nossos últimos grandes carnívoros” integra o projeto Life Med-Wol, cujo objetivo é “diminuir o conflito entre a presença do lobo e as atividades humanas, em regiões rurais onde os hábitos culturais de coexistência se perderam”, explica o presidente do Grupo Lobo, Francisco Petrucci-Fonseca.

A associação não-governamental de ambiente, que tem como missão a conservação do lobo e do seu ecossistema em Portugal, é o coordenador nacional deste projeto.

“Esta exposição possibilita o conhecimento de espécies emblemáticas da nossa fauna, com dados científicos apresentados de uma forma acessível ao público em geral”, sublinha Francisco Petrucci-Fonseca. A mostra é dirigida a todas as idades e vai ser inaugurada no dia 2 de março às 18:00 horas.