Ensaio do espectáculo A Constituição na Gafanha da Nazaré
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Os atores vivem outras vidas, as mais variadas, criam personagens, interpretam papéis sociais, cumprem ou desafiam preconceitos, trabalham quase sempre “fora de si”. São, por isso, das pessoas mais habilitadas a representar a diversidade de indivíduos que compõem uma sociedade.

Quem melhor do que eles para escrever uma Constituição? Sim, a lei fundamental que rege a vida em comunidade. Os atores Maria Leite, Miguel Moreira, Paulo Pinto e Pedro Lacerda são heróis de uma nova sociedade e foram desafiados a escrever um novo texto, mas nenhum deles tem experiência na matéria.

Durante seis dias vão para um ginásio, isolados do mundo, numa espécie de missão da qual não têm que gostar, apenas cumprir. A peça A Constituição, de Mickaël de Oliveira, que sobe ao palco do Teatro Viriato, em Viseu, esta sexta-feira, dia 3 de março, investiga a eficácia de tudo ser fundado no amor.

O objetivo é redigir a Constituição mais moderna de sempre. Para isso há que debater muito, descobrir a melhor forma de condensar nesse “super texto” as ideias que vão regular, libertar, oprimir e emancipar o futuro, o que implica uma revisão total dos princípios que orientam o Estado.

A peça faz uma reconstituição fiel das decisões mais importantes que os atores tomaram durante esse curto período de tempo, um trabalhado aprimorado que há de resultar num só artigo, porventura o mais controverso de sempre.

Depois de ter estreado em abril do ano passado no Teatro D. Maria II, em Lisboa, o espetáculo apresenta-se pela primeira vez no Teatro Viriato. Constituição integra uma tetralogia dedicada à reflexão em torno das questões políticas, filosóficas e públicas, que orientam a nossa sociedade, composta ainda por No(s) Revolution(s) (2015), A Sauna (2017) e Sócrates tem de morrer (2017/2018).

A peça, com duração de 95 minutos, vai ser apresentada a partir das 21:30. O preço dos bilhetes varia entre os 5 e os 10 euros.