Publicidade

Pianista russo, considerado um dos maiores do mundo, regressa com um repertório de obras primas
O pianista russo Grigori Sokolov regressa hoje à Sala Suggia da Casa da Música, no Porto, com um repertório composto por obras-primas de Bach, Beethoven e Shubert.

O recital, marcado para as 21:00 horas, inclui a famosa Partita nº1 em Si bemol maior de Johann Sebastian Bach, uma das mais célebres obras para tecla do compositor. Ainda na primeira parte, o programa inclui a Sonata n.º7 em Ré maior de Ludwig van Beethoven.

A segunda parte é dedicada a Franz Schubert, com Grigori Sokolov a Sonata para piano nº 14 em Lá menor, um tema escrito em 1823 e dos “mais populares” pelo seu ambiente marcado por um pendor trágico, desolado e simultaneamente terno.

Aos 64 anos, Grigori Sokolov é considerado um dos maiores pianistas do mundo. “A sua singular personalidade e técnica permitem-lhe retirar do piano um conjunto imenso de sonoridades. Tem uma paleta de cores ilimitada, uma imaginação espontânea e um controlo fantástico das linhas melódicas”, descreve a Casa da Música.

A qualidade deste artista nascido em São Petersburgo, o mais jovem a vencer o Concurso Tchaikovski, fica patente no comentário do jornal norte-americano New York Times: “A internet, onde o podemos ver em interpretações incríveis no Youtube, não se compara em nada com a experiência fabulosa de o ouvir ao vivo”.

Six Moments Musicaux, também de Shubert, vai fechar o recital, assim lembrando canções sem palavras como as “Bagatelles op. 126 de Beethoven pela variedade de sentimentos expressos, ou ainda as Bagatelas de Hummel pelas referências a temas de inspiração popular”, refere a Casa da Música.

Grigori Sokolov

Natural de São Petersburgo (Leninegrado), iniciou os estudos de música no conservatório local e deu o seu primeiro grande recital na cidade com apenas 12 anos. Aos 16, ganhou o 1º Prémio no Concurso Tchaikovski de Moscovo.

As interpretações de Grigori Sokolov são poéticas e singulares. O repertório é vastíssimo e percorre a história da música desde o século XII, com a música de Pérotin, até aos compositores do século XX. Como convidado regular das mais prestigiadas salas de concerto e festivais europeus, colaborou com as orquestras e maestros mais importantes do mundo.

Na temporada de 2014-15 apresenta-se na Konzerthaus de Viena, Philharmonie de Berlim, Théâtre des Champs-Elysées em Paris, Concertgebouw de Amesterdão, Tonhalle de Zurique, Filarmonia de Varsóvia, Auditorio Nacional de Madrid, Herkulessaal de Munique, Conservatório de Milão, Santa Cecilia de Roma, La Fenice de Veneza, Casa da Música no Porto e ainda em Hamburgo, Barcelona, Estocolmo, Helsínquia, Lisboa, Luxemburgo, Klavier Festival em Ruhr, Festival de Colmar, Festival de Verbier e Festival de La Roque d’Anthéron.