Ourivesaria Sarmento
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Em 1870, José Joaquim Antunes Rebelo fundou uma ourivesaria na capital. Wenceslau Sarmento era, na altura, um empregado da loja. Tal foi a sua dedicação à arte da ourivesaria que acabou por se tornar sócio. Com a morte do fundador, a loja acabou por se tornar na Ourivesaria Sarmento.

O seu filho, Artur Sarmento, seguiria as pisadas do pai e tornar-se-ia especialista em pedras preciosas, em especial diamantes, que passaram a ser conhecidos como a especialidade do espaço comercial.

Pioneira e empreendedora, a Ourivesaria Sarmento foi das primeiras lojas a ter empregadas femininas no atendimento ao público e a utilizar o cartão American Express.

Na década de 40, já após a guerra, o projeto de arquitetura de Cassiano Branco renovou por completo o espaço, com a construção de tetos abaulados e a aposta em mobiliário Déco. Já nos anos 90, a loja sofreu obras de ampliação para o espaço do antigo armazém e oficina, apresentando um impressionante teto pombalino.

Atualmente, vende joalharia, ourivesaria e pratas, fabricando ainda réplicas de peças dos séculos XVII a XIX, bem como joias de autor contemporâneas. Nos expositores existem diversas peças antigas e de coleção. Os proprietários, os irmãos Rodrigo, Filipa Maria e Luísa Maria Sarmento, são trinetos de Wenceslau Sarmento, percursor de um legado de 145 anos.

Na próxima semana… a qualidade do calçado português, na centenária Sapataria do Carmo.