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Alfredo Pinto da Cunha, natural do Porto, decidiu abrir um empreendimento na capital, adquirindo a ourivesaria Raúl Pereira e Companhia. Nascia, em 1924, a Joalharia do Carmo. Desde então, a loja mantém-se no mesmo ramo comercial e é gerida pela família do fundador.

O negócio prosperou com a chegada da Segunda Guerra Mundial, com a compra de joias pelos refugiados. Nas décadas seguintes, chegavam à Joalharia do Carmo encomendas de baixelas de prata com cerca de 200/300 kg, que integravam listas de casamento dos casais da época.

Nos dias de hoje, a arquitetura e a decoração não deixam dúvidas sobre a antiguidade da loja. Na fachada, em art déco, destaca-se um coração coroado, envolto em ramos de louro. No interior do estabelecimento, o mobiliário em mogno talhado e os candeeiros de cristal ajudam a recriar uma atmosfera histórica, que faz recordar a Lisboa de outros tempos.

Localizado no número 87-B da Rua do Carmo, o espaço dedica-se à joalharia, ao comércio de ourivesaria e pratas e à fabricação de filigrana. Uma das mais antigas casas da Baixa, está inserida na Lisboa Pombalina, classificada Conjunto de Interesse Público.

Na próxima semana… a Casa Pereira da Conceição, com três gerações de tradição.