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Na transição do século XIX para o XX, o espaço começou por ser uma loja de conveniência, onde se vendia água e cerveja em garrafa. Posteriormente dedicou-se ao negócio de valores selados e tabaco e, com a introdução da lotaria, tornou-se um dos primeiros estabelecimentos onde se podia jogar. Mais recentemente, passou também a vender artigos de papelaria e itens destinados a turistas.

De deputados do Parlamento a artistas, a Tabacaria Martins tem sido, desde a sua fundação, frequentada por uma clientela muito diversa e ilustre, tornando-se local de passagem e debate para várias personalidades.

Os anos passaram, mas o espaço permanece praticamente igual. A característica distintiva continua a ser “boiserie”, mandada construir por Manoel Francisco Martins, que envolve toda a tabacaria, uma peça única que une os armários, o balão encastrado e a própria montra.

Com o interior forrado integralmente a madeira, o espaço pauta-se ainda por detalhes peculiares como o friso, o relógio e várias placas publicitárias que anunciam produtos com grafia de outros tempos, não deixando esquecer a longevidade da Tabacaria Martins, uma das mais antigas da capital.

Na próxima semana… os chás, as plantas medicinais e os 65 anos de história da Ervanária Rosil.