Caza das Vellas Loreto
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À época da abertura do estabelecimento, as velas eram um bem de primeira necessidade para os lisboetas. A sua popularidade decaiu com o advento da iluminação a gás, prejudicando o negócio na segunda metade do século XIX. A loja não só sobreviveu como assistiu à chegada da eletricidade, sempre no ativo. Mais de duzentos anos depois de abrir portas, o espaço, fundado por Domingos Sá Pereira, continua a ser gerido pela mesma família.

Em 1845, a Caza das Vellas Loreto recebeu uma das mais peculiares encomendas: velas vermelhas para iluminar o salão onde o pianista húngaro Franz Liszt iria ser recebido antes do seu espetáculo no Teatro de São Carlos. O estabelecimento mostrou-se à altura, marcando uma inovação a nível nacional: tornava-se possível, a partir de então, comprar velas de diferentes cores e não apenas as tradicionais.

Quem passeia pelo Chiado não fica indiferente à Caza das Vellas Loreto. A fachada possui porta e montras em metal e pedra, datadas de 1960. O interior é forrado a painéis de madeira, onde velas artesanais e bordadas à mão compõem uma oferta sem igual, com diferentes formas e tamanhos. Um lugar repleto de cores, aromas e história, a descobrir na Rua do Loreto.

Na próxima semana… a Óptica Jomil, na Baixa Lisboeta, descendente de uma família de óticos com seis gerações.