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“Um elegante salão, com gabinetes esplêndidos […] tudo denunciando um certo bom tom, que, em definitivo, tem ali atraído as primeiras famílias da capital, a quem não foi difícil compreender a utilidade de um estabelecimento que em Lisboa é único no seu género”. A reportagem do Jornal Diário Ilustrado, datada de 1872, deixa antever a importância da Confeitaria Nacional para a sociedade do século XIX.

À época, o espaço encontrava-se sob a gestão de Balthazar Castanheiro Júnior, filho do fundador, que promovera a abertura de um novo salão. Mas esta não foi a única novidade. O proprietário mandou vir mestres confeiteiros de Paris e Madrid, com o objetivo de investir na qualidade das especialidades. A aposta deu frutos e o espaço conquistou o estatuto de fornecedor da Casa Real Portuguesa, bem como diversos prémios em exposições internacionais.

A fachada inconfundível e a decoração única tornam o estabelecimento, ainda hoje, num dos espaços com mais prestígio e história da capital. O principal segredo do sucesso continua a estar nas receitas. O famoso bolo-rei, trazido do Sul de França, a centenária receita do pastel de nata, os africanos, o Saint Emillion, os coelhinhos, o pão de ló, o chantilly, o doce de ovos, as amêndoas e os olhos de chocolate são algumas das especialidades que continuam a conquistar os clientes.

Na próxima semana… a Sapataria Lord, um espaço déco-modernista fundado na Rua Augusta na década de 40.