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Inaugurado em 1936 por Hans Schwitalla e Claudino Sobral Portela, foi batizado em homenagem a Gambrinus, rei da Flandres e da Brabante, patrono dos cervejeiros, com a divisa “tudo o que o mar nos dá” para bem servir. Cervejaria e restaurante de cozinha tradicional, propriedade de Ana Seoane e Dário Afonso, as suas especialidades incluem sopa rica de peixe, empadão de perdiz, pregado em court-bouillon e eisbeincom choucrute, bem como peixe fresco e marisco. 

Ao longo das décadas, o restaurante conquistou os lisboetas e apostou na qualidade, não só dos seus pratos, com sabores da alta cozinha tradicional, mas também do atendimento e do trato com os clientes, sendo que 90 por cento do pessoal tem 20 ou mais anos de casa. Localizado no coração da capital, vizinho de teatros e casas de espetáculo, tornou-se um dos espaços mais célebres de Lisboa e do país, com uma clientela que inclui artistas, políticos e várias figuras de destaque, incluindo o Imperador do Japão, durante a Expo’98.

A decoração atual do Gambrinus, com destaque para a madeira exótica e para o mobiliário de época, data de 1964, segundo projeto do arquiteto Maurício de Vasconcelos. A sala grande, um dos três ambientes do restaurante, tem em exposição a obra “As Quatro Estações”, do pintor e artista plástico Rolando Sá Nogueira, bem como vitrais alusivos ao Rei Gambrinus e à fabricação da cerveja. Na sala pequena, destinada a fumadores, podem encontrar-se quadros a óleo e aguarelas de diversos autores portugueses. Nota ainda para as antiguidades expostas no espaço do restaurante, incluindo porcelanas da Companhia das Índias, e para a monumental lareira em granito português, um dos símbolos da casa.

Na próxima semana… os 140 anos de história da Farmácia Barreto, localizada no coração de Lisboa.