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Ouro, prata, joias antigas, peças únicas e de carimbo nacional. A Ourivesaria e Joalharia Barreto & Gonçalves, com 96 anos de casa, distingue-se pela qualidade e complexidade dos seus trabalhos, sempre distintos.

Fundado em 1920, tendo como principal impulsionador Alberto Tomás Barreto, o espaço trouxe o requinte e a qualidade da joalharia artisticamente trabalhada para a Rua das Portas de Santo Antão. O interior em Art Déco, de traço geométrico, e o arco ao fundo da loja, datado da época de fundação, ajudam a transportar os visitantes para o período áureo da zona lisboeta.

A casa conquistou fama desde cedo devido ao restauro de peças, às criações em prata e às joias antigas que comercializava. A ourivesaria partilhava uma aura de glamour com o vizinho Gambrinus, o restaurante onde muitos clientes exibiam as peças de joalharia adquiridas no espaço comercial ao lado. O Comendador Américo Barreto, tio-avô da atual proprietária, Joana Barreto Leitão, foi um dos grandes promotores do sucesso da casa. Especialista em gemologia, trabalhou com os principais museus do país. A ligação manteve-se e a ourivesaria continua a colaborar com instituições museológicas, especialmente nas áreas do restauro, consolidação e limpeza de peças.

Com 96 anos de história, a ourivesaria produz peças de origem portuguesa, possuindo uma vasta base de dados de desenhos realizados por artistas da área. Alguns dos produtos outrora populares, como itens de decoração em prata ou faqueiros completos, acabaram por cair em desuso. Contudo, o espaço continua a apostar em peças de joalharia artisticamente desenvolvidas, criadas em oficinas próprias. Embora a maioria do trabalho de ourivesaria seja de produção estandardizada, ainda é possível encomendar peças feitas à mão, que podem demorar um ano a ser feitas, mas que refletem o gosto do cliente e a arte dos mestres joalheiros.

Na próxima semana… os modelos, o requinte e a tradição da Luvaria Ulisses, a última casa em Portugal dedicada à venda exclusiva de luvas.