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Nasceu em 1922 como Patisserie Versailles, sob a orientação do pasteleiro Mariano Rey. O nome traduziu-se, o mestre doceiro mudou, mas a qualidade, essa, permaneceu. A Avenida da República é a morada de uma das mais famosas pastelarias da capital.

“É verdadeiramente notavel a nova casa de chá […[ A «Patisserie Versailles» ficou sendo, de todos os estabelecimentos do genero, o melhor da capital e dos melhores da peninsula”. Assim descrevia a edição do Diário de Lisboa de 26 de novembro de 1922 o estabelecimento que tinha sido inaugurado na Avenida da República no dia anterior. Um investimento da firma Antunes & Vinhais, Lda., que tinha como sócios Salvador José Antunes e José Monteiro Unhais, a Patisserie Versailles abria portas, prometendo trazer para a capital o glamour do palácio que lhe dera nome.

As primeiras especialidades chegaram pela mão do conhecido pasteleiro madrileno Mariano Rey. A pastelaria, que também funcionava como casa de chá, tinha fabrico próprio de bombons e amêndoas, bem como diversas tabletes de chocolate, a partir das melhores fábricas do país. O estabelecimento estava também disponível para fornecer para fora e adoçar com os seus variados produtos as soirées, casamentos e festas dos seus clientes.

A “Patisserie” tornou-se “Pastelaria” em 1926, quando as designações estrangeiras foram proibidas em Portugal. Também a decoração e o edifício foram sofrendo alterações ao longo das décadas. Hoje, a Versailles apresenta um interior eclético, com vitrais, marmoreados, dourados e um teto decorado com estuques, medalhões e lustres. As paredes estão decoradas com pinturas da autoria de Benvindo Ceia com vistas dos jardins de Versailles, a inspiração do nome da pastelaria que já se tornou sinónimo de prestígio e qualidade a nível nacional.

Na próxima semana… um passeio até à Calçada da Estrela, onde foi inaugurada, em 1890, a Farmácia Gama.