Ópera em Pinhel. Fotografia: Arquivo
Publicidade

Cinco municípios portugueses e a Universidade de Coimbra (UC) preparam-se para levar a ópera às escolas e a alguns dos monumentos mais emblemáticos das respetivas cidades através do projeto “O.P.(us) – Ópera no Património”.

A iniciativa, com duração de três anos (2017, 2018 e 2019), visa a realização de um conjunto de eventos de cariz operático associados ao património, à cultura e aos bens culturais dos territórios envolvidos, num total de 91 espetáculos por ano.

Leiria, Pinhel, Batalha, Viseu e Vila Nova de Foz Côa são os municípios que se associam à UC neste projeto, que surgiu no âmbito de uma candidatura ao Programa Operacional Regional do Centro.

O programa prevê ainda a realização de 18 obras referenciais da história da música a partir de uma estrutura profissional que integra orquestra, coro e solistas.

Com um investimento de perto de um milhão de euros, o “O.P.(us) – Ópera no Património” divide-se em três tipologias: residências artísticas, concerto operático na Universidade de Coimbra e residências artístico/pedagógicas, tendo associado um programa de animação que integra conferências, roteiros turístico-culturais, visitas ao património e aos museus de cada município e outras atividades complementares.

Para além das residências artísticas, onde estão previstas realizações operáticas, concertos coral-sinfónicos e concertos de música de câmara no património, o programa contempla ainda a realização de concertos pedagógicos para o público escolar de cada território, ascendendo este número a 55 concertos por ano.

Uma das ideias chave do “O.P.(us) – Ópera no património”, que tem como mentor e programador o maestro José Ferreira Lobo, é a dinamização do património material, através da organização de espetáculos em imóveis ou locais de valor patrimonial extraordinário, seja arquitetónico, urbano ou natural, concedendo à obra musical uma dimensão cénica notável.

Assim, entre os locais envolvidos, destacam-se vários monumentos nacionais inscritos na lista do património mundial da UNESCO (como o Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha; os sítios pré-históricos de arte rupestre do Vale do Côa e a Universidade de Coimbra) e, ainda, outros imóveis classificados como monumento nacional, como é o caso do Castelo de Pinhel.

Segundo a Câmara Municipal de Pinhel, o “O.P.(us) – Ópera no Património” está alinhado com uma estratégia regional que tem como objetivo contribuir para a preservação dos valores naturais e culturais, por via da sua conservação e valorização turística, “enquanto fatores de competitividade e de desenvolvimento económico, através de iniciativas que visem incrementar o turismo cultural, criar emprego e riqueza, valorizar os equipamentos associados ao património e alargar os potenciais beneficiários e a captação de fluxos turísticos, dinamizando os espaços culturais existentes”.