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Nascido na nobre linhagem dos Magalhães das Terras de Nóbrega, foi Pajem da Rainha D. Leonor, mas a fronteira portuguesa era estreita demais para este homem do mundo. Por isso, embarcou para o Oriente, para Goa, Cochim e Quiloa, participando em diversas expedições e excursões militares.

É um canto fidalgo de feição arejada, berço de poetas da paisagem, dos rios e das fontes, de entre os quais sobressai Diogo Bernardes, “príncipe do género bucólico”. A vila, situada na margem esquerda do rio Lima, é marcada pelas construções aristocráticas dos séculos XVII e XVIII que, rodeadas por largos arvoredos e espaços verdes, lhe conferem um encanto muito próprio.

A história é contada a cada passo que damos em direcção ao Castelo de Lindoso, aos Espigueiros e aos belos mosteiros românticos de Bravães, Castro e Vila Nova de Muía, sem esquecer os monumentos megalíticos da Serra Amarela, assim designada por a sua vegetação ser predominantemente rasteira.

Em pleno coração do Alto Minho, a vila deve o seu nome à “barca” que fazia a ligação entre as duas margens do rio, muitas vezes carregada de peregrinos rumo a Santiago de Compostela.

Magalhães voltou a Portugal com vontade de partir. Queria viajar até às Molucas, as célebres “Ilhas das especiarias”, através de passagem marítima que, na América do Sul, ligasse o Atlântico ao Pacífico, e provar que estas ilhas ficavam dentro dos territórios que o Tratado de Tordesilhas (1494) atribuía a Espanha.

Por esta altura, em 1518, já Fernão de Magalhães havia mudado de partido, estando agora ao serviço de Carlos V, de quem recebeu apoio político e financeiro para a expedição, após desentendimentos com o rei português D. Manuel.

Os cinco navios com 250 tripulantes partiram em 1519 e, após meio ano de motins, doenças e mar encapelado, atravessaram o estreito que acabaria por ser baptizado com o seu nome e que ainda hoje é uma das passagens mais perigosas da navegação marítima. Foram os primeiros europeus a navegar no Pacífico, chegando em 1521 às Filipinas, onde Magalhães acabaria por ser morto num combate entre grupos rivais.

Caberia a um dos seus companheiros, Sebastião de Elcano, cumprir a missão, chegando às Molucas em Novembro. Um ano depois, a nau Victoria entrou no porto de Sevilha com apenas 18 tripulantes a bordo. Concluía-se assim a primeira volta ao mundo por mar, em que se provou que a Terra era redonda.

Saiba mais em: https://descla.pt/2017/07/13/tudo-vale-pena-alma-nao-pequena/

Amanhã conheça o Beato Francisco Pacheco, “o santo”…

 

Texto: Lino Ramos

Fotografias: Center

Artigo republicado da edição 26 da revista Descla, de Novembro de 2015