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A posição estratégica levou a que na Idade Média a vila fosse amuralhada e ameada, com cinco portas, dois cubelos e dez torres, das quais resistem duas. Pelas ruas monumentais, serpenteando fachadas góticas, maneiristas, barrocas, neoclássicas e oitocentistas, passam todos os anos milhares de peregrinos rumo a Santiago de Compostela.

A beleza natural e arquitectónica valeu a Ponte de Lima o Grande Prémio Europeu do Turismo e do Ambiente, em 1995, sendo eleita, por diversas vezes, a Vila Mais Florida de Portugal.

E, de facto, quem visitar o concelho entre maio e Outubro, vai deparar-se com um autêntico jardim ao ar livre. Há 11 anos que recebe o Festival Internacional de Jardins, ponto de encontro de artistas dos quatro cantos do mundo.

Aqui nasceu um mártir. Francisco Pacheco tinha dez anos quando decidiu que queria ser como o tio: um missionário em terras longínquas. Em 1585, com 20 anos, entrou para a Companhia de Jesus e rumou ao Oriente.

De Goa, onde foi ordenado sacerdote, seguiu para Macau e depois para o Japão, do qual teve de fugir mais do que uma vez, perseguido pela intolerância religiosa das autoridades. Acabaria feito prisioneiro e levado para Nagasáqui, onde foi queimado em fogo lento.

Com ele morreram dois padres jesuítas, alguns catequistas, três famílias acusadas de o terem acolhido e ainda um menino chamado Luís .Todos foram beatificados, em 1867, por Pio IX.

 

Saiba mais em: https://descla.pt/2017/07/13/tudo-vale-pena-alma-nao-pequena/

Amanhã conheça João Alvares Fagundes, “o descobridor”…

 

Texto: Lino Ramos

Fotografias: Center

Artigo republicado da edição 26 da revista Descla, de Novembro de 2015