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João Álvares Fagundes é conhecido por ter descoberto parte das costas do nordeste americano, hoje províncias marítimas canadianas que dão pelo de Nova Escócia, Terra Nova e Labrador.

Na expedição, este cavaleiro da Casa Real explorou as ilhas de Saint Paul,  Sable, Penguin Island, Burgeo e Saint Pierre e Miquelon, às quais deu o nome de ilhas das Onze Mil Virgens, em honra de Santa Úrsula.

Tais aventuras valeram-lhe a carta régia de D. Manuel em 1521, concedendo-lhe a capitania das terras que “à sua própria custa e despesa” reconhecera. É unânime que esta viagem assegurou a Portugal os direitos sobre uma importante zona de pesca de bacalhau.

A “Princesa do Lima” é uma terra de pescadores e descobridores. Fagundes seguiu as passadas de um seu conterrâneo, Gonçalo Velho, um dos primeiros navegadores do Infante D. Henrique.

A cidade estende-se para o mar através de um amplo vale, delimitado a norte pelo monte de Santa Luzia, no alto do qual se impõe o santuário, a lembrar o Sacré-Coeur, e aonde nos conduz o Funicular.

Conta a lenda que, em tempos, num grande castelo de pedra vivia a princesa Ana, linda rapariga de cabelos louros, com duas tranças, faces rosadas e olhos claros. Era muito tímida e, por isso, depressa se escondia quando alguém a olhava numa das raras aparições à janela.

Um dia, Ana apaixonou-se por um rapaz que vivia na outra margem do rio. O moço ficava tão contente ao vê-la que, sempre que voltava, dizia eufórico: “Vi Ana! Vi a Ana do Castelo!” Tantas vezes repetiu estas palavras que as pessoas passaram a chamar Viana do Castelo à terra onde a princesa morava.

Saiba mais em: https://descla.pt/2017/07/13/tudo-vale-pena-alma-nao-pequena/

Texto: Lino Ramos

Fotografias: Center

Artigo republicado da edição 26 da revista Descla, de Novembro de 2015