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A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) quer transformar a modalidade na mais praticada por raparigas de Norte a Sul do país e por isso lançou recentemente o movimento “Responde em campo”. No filme de lançamento são mostradas imagens de jovens raparigas com bola, entre elas algumas jogadoras da selecção nacional feminina. As atletas jogam na rua, nas escolas, no Centro de Estágios das selecções e executam truques em ‘Freestyle’.

O esforço, a determinação e a exuberância técnica das protagonistas contrastam com as palavras de um narrador envelhecido, convencido de que “o futebol não é para meninas”. “A acção do filme apresenta-se, assim, com uma espécie de antítese com sentido provocativo, já que as imagens contradizem tudo o que é proferido pelo narrador”, explica a FPF.

O objectivo da iniciativa é encorajar meninas e mulheres a praticarem um desporto predominantemente masculino. “Mais do que isso, espera mudar mentalidades, desmistificar ideias pré-concebidas sobre o futebol feminino e garantir que as jogadoras sejam vistas como atletas que treinam e se esforçam pelo futebol”, revela o organismo que superintende o futebol português.

Segundo a FPF, o número de praticantes de futebol femininas tem aumentado nos últimos anos em Portugal. Em Fevereiro deste ano, a entidade bateu o seu recorde absoluto de federadas, com 4.062 jogadoras inscritas, o que representa um aumento de quase 34 por cento face ao período homólogo da época anterior.

Os dados recolhidos pela federação mostram também que o crescimento aconteceu sobretudo nas camadas mais jovens: do universo das praticantes inscritas, 3010 jogadoras estão em idade júnior (mais mil jogadoras do que na época passada).

A FPF tem feito da aposta no futebol feminino uma das suas bandeiras, criando mesmo novas competições nacionais. “As presenças inéditas das selecções femininas em fases finais de Campeonatos da Europa são reflexo desse investimento”, garante o organismo.

Portugal estreou-se na quarta-feira passada numa fase final de um Campeonato da Europa, perdendo 2-0 com a selecção espanhola na prova que está a decorrer na Holanda. Este domingo defronta a Escócia, às 17:00 horas.

O Europeu é um bom exemplo de que o número de praticantes de futebol do sexo feminino está a crescer no continente, já que esta edição conta com um máximo histórico de 16 selecções.

A competição é organizada pela UEFA, que em 2010 lançou o Programa de Desenvolvimento do Futebol Feminino. “O jogo expandiu-se a vários os níveis em toda a Europa, com as 55 federações-membro a investirem cada vez mais mais em recursos e na melhoria das condições de trabalho para praticantes, técnicos, dirigentes e árbitros de futebol feminino”,sublinha a FPF.

 

 

No âmbito da campanha “Responde em Campo”, a Federação Portuguesa de Futebol prepara-se também para lançar uma plataforma online para auxiliar jogadoras com “pretensões de desenvolvimento desportivo”. Esta ferramenta, disponível em http://respondeemcampo.fpf.pt/, vai elencar todas as equipas com futebol feminino existentes em Portugal.