Fotografia: Tiago Canoso
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Não há como fugir ao que é evidente: o vale glaciar, em forma de U, molda o cenário da vila de Manteigas, situada lá ao fundo, para onde outrora escorriam as línguas de gelo vindas do alto da Serra da Estrela.

Manteigas é uma terra pequena com uma grande história para contar. Das lendas sobre a origem do nome há duas mais credíveis: a primeira diz que teria origem na produção de lacticínios na região, como a manteiga e o queijo da serra; a segunda lembra as “mantecas”, mantas feitas de burel usadas pelos pastores.

A Rota da Vila varia entre os 1,8 e os 2,3 quilómetros e leva-nos a conhecer um rico património religioso, com destaque para aquela que terá sido a primeira igreja de Manteigas, a da Misericórdia, construída entre 1685 e 1688, no local onde outrora se situava a capela de São João Baptista (1260).

Fotografia: Tiago Canoso

A neobarroca Igreja de Santa Maria – onde começa o trajecto – e a Capela do Senhor do Calvário, situadas num vasto adro, são outros pontos de interesse, mas o que mais chama a atenção são as Alminhas, que encontramos na fachada de um dos edifícios da zona mais antiga da povoação: estão relacionadas com a crença no Purgatório, simbolizada por uma fogueira por onde todas as almas têm de passar para serem purgadas com o fogo dos pecados veniais.

Pelas ruas típicas que guardam casas tradicionais descobrimos a Casa das Obras, começada a construir por volta de 1770 e assim chamada por demorar cerca de 50 anos a ficar concluída: é uma antiga residência nobre adaptada a turismo de habitação no interior da qual podemos encontrar algum mobiliário de qualidade e sete quadros a óleo que retratam antigos inquilinos.

Leia mais na edição especial da revista Descla dedicada aos trilhos verdes de Manteigas