Fotografia: Tiago Canoso
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Como o nome indica, esta rota segue o rasto do carvão. Houve um tempo em que, na zona mais alta do percurso, a 1683 metros, queimava-se a raiz da urze para produzir carvão, popularmente chamado de “borralho” e vendido na vila de Manteigas. Era também nesses pastos naturais que o gado se alimentava, o que ainda hoje acontece.

A Rota do Carvão atravessa as Penhas Douradas, pequena aldeia de montanha outrora procurada para tratar doenças respiratórias devido aos seus “bons ares”. Em 1880 o médico José Tomás de Sousa Martins, especialista no combate à tuberculose, considerou este sítio o mais saudável de Portugal. É também aqui que encontramos o Observatório Meteorológico das Penhas Douradas, construído há mais de um século para monitorizar o clima da região.

Fotografia: Tiago Canoso

Estamos numa das regiões mais frias de Portugal continental mas nem por isso queremos ir embora. O percurso assim obriga: seguimos em direcção ao espelho de água do Vale de Rossim, um pequeno paraíso no alto da montanha onde reina o silêncio.

Nos 20 quilómetros de trajecto reparamos em grandiosas esculturas naturais como a Fraga da Cruz, o Fragão do Corvo e a Pedra Sobreposta. Paramos com frequência, quase sem dar por isso, para contemplar a incrível panorâmica do Vale Glaciar do Zêzere e tomar consciência da nossa pequenez ao ver o acumular de serras que se estendem até Espanha.

 

Leia mais na edição especial da revista Descla dedicada aos trilhos verdes de Manteigas