Fotografia: Tiago Canoso
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O ponto mais alto de Portugal continental. Havemos de lá chegar. Assim haja vontade e capacidade. A Rota do Maciço Central não é a mais longa – varia entre os 10 e os 19,6 quilómetros – mas é porventura a mais difícil.

Aconselham-nos a começar junto ao Covão d’Ametade, um dos ex-líbris da Serra da Estrela. Trata-se de uma bela depressão glaciária, arborizada com vidoeiros ao longo das margens do rio Zêzere para criar condições ao abrigo dos rebanhos. À sua volta erguem-se três cântaros, Gordo, Raso e Magro, grandiosos afloramentos graníticos com 1875, 1916 e 1928 metros de altitude, respectivamente.

Fotografia: Tiago Canoso

A Torre, aqui bem perto, é um pouco mais alta (2000 metros, após o rei D. Pedro VI ter mandado construir uma estrutura em pedra para alcançar a medida certa). Junto a ela nasce o Zêzere, que se precipita por entre as paredes dos cântaros e começa a ganhar forma no Covão d’Ametade, engrossando cada vez mais o caudal até o depositar no rio Tejo. O que todos procuram mas nem sempre encontram é a neve, e se ela existir podemos sempre praticar algum desporto de Inverno, pois há infra-estruturas adaptadas a isso.

Além do Covão d’Ametade, a Rota do Maciço leva-nos por outras paisagens emblemáticas como o Covão Cimeiro, as Salgadeiras – conjunto de várias charcas –, a Lagoa do Peixão (ou da Paixão) ou a Nave da Mestra, um lugar bem escondido da Serra da Estrela e um dos mais bonitos e mágicos do planalto.

Devido ao elevado grau de dificuldade que o percurso apresenta, aconselha-se o uso de GPS ou da aplicação para smartphone que o município de Manteigas disponibiliza. O caminheiro também deverá possuir boa capacidade física, reforço energético, água e vestuário adequado. 

Leia mais na edição especial da revista Descla dedicada aos trilhos verdes de Manteigas