Fotografia: Tiago Canoso
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As Almas são construções feitas em pedra no cimo de um cabeço. Marcam a religiosidade das populações e é frequente encontrar velas e lamparinas acesas deixadas por quem passa no local ou mesmo oferendas de flores. Ao longo da Rota dos Poios Brancos encontramos alguns destes monumentos naturais, importantes vestígios da arte popular portuguesa.

O nome do percurso deve-se ao facto de atravessar, no seu ponto mais elevado, o conjunto granítico dos Poios Brancos, que nas primeiras neves do ano se pinta dessa cor, avisando que o Inverno chegou.

Fotografia: Tiago Canoso

A extensão da rota varia entre os 7,9 e os 25,4 quilómetros e leva-nos de novo na direcção do Poço do Inferno. É na derivação para essa cascata que surge a magnífica paisagem do Covão da Abelha, de onde se avista, no fundo do desfiladeiro, o Aguilhão, um considerável maciço rochoso encimado por grandes pedras sobrepostas.

Lá no alto voam a águia de Bonelli, o melro-das-rochas e o falcão-peregrino, aves que enfrentam um risco de extinção muito elevado. Cá em baixo a paisagem veste-se de teixos, zimbros-rasteiros, macieiras-bravas ou favas-de-água, entre outras espécies.

 

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