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“Rota do Sol”. Só o nome já nos motiva. A pé ou de bicicleta seguimos por entre vinhas, socalcos, lameiros e levadas, florestas mistas de folhosas e resinosas. Cheira a rosmaninho, planta que decora alguns caminhos e muros, e há casas típicas da serra, em xisto ou granito.

Começámos a viagem no Posto de Turismo de Manteigas, um edifício acolhedor no centro da vila, e depois de uns quilómetros chegamos ao Cabeço de Satanás, vista privilegiada para os bosques que rodeiam o vale glaciar do Zêzere.

Fotografia: Tiago Canoso

A rota é dominada pelo silêncio, elemento comum aos 16 trilhos pedestres mas mais evidente neste, assim como o ar puro, a tranquilidade, a ideia de uma natureza virgem.

É neste ambiente bucólico que vivem espécies como a coruja-do-mato, o gaio, o coelho bravo, a raposa, o licranço, o ouriço-cacheiro, o morcego-de-ferradura-pequeno e a víbora-cornuda, os dois últimos com estatuto de conservação vulnerável.

 

Leia mais na edição especial da revista Descla dedicada aos trilhos verdes de Manteigas