Fotografia: Tiago Canoso
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“Os serranos, que nas solidões da Estrela ora pastoreavam as suas ovelhas, ora teciam a lã que elas forneciam (…) ”. Lembramo-nos das palavras de Ferreira de Castro em A Lã e a Neve, de 1947, e vamos à procura dessas gentes, ou melhor, das memórias desse tempo.

Para isso fazemos a Rota do Corredor de Mouros, assim chamada devido ao cume com o mesmo nome, extenso e imponente. É um dos percursos mais bonitos dos 16 que integram o projecto “Manteigas Trilhos Verdes”.

Ao longo de 15,5 quilómetros podemos descobrir eiras ancestrais, searas de centeio, vários afloramentos quartzíticos e o mágico Covão da Ponte, uma paisagem natural a 950 metros de altitude repleta de pastagens, campos de cultivo, matos e resinosas onde é fácil deixar-se embalar pelos chocalhos dos rebanhos.

Fotografia: Tiago Canoso

O covão, atravessado pelo rio Mondego na fase inicial do seu percurso, é o ponto ideal de partida para visitar o planalto central da Serra da Estrela, a pé ou de bicicleta, dispondo de infra-estruturas de campismo e uma casa abrigo com as condições mínimas para apoiar aqueles que gostam de actividades ao ar livre.

A Rota do Corredor de Mouros permite-nos ainda observar espécies em elevado risco de extinção, como o falcão-peregrino, o morcego-de-ferradura-pequeno, o coelho-bravo e o tartaranhão-caçador.

 

Leia mais na edição especial da revista Descla dedicada aos trilhos verdes de Manteigas