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Emoção, espectáculo e intensidade. É o que promete a Taça de Portugal de Boulder, uma modalidade de escalada em rocha praticada sem os habituais equipamentos de segurança, que vai realizar-se no próximo fim-de-semana em Lisboa.

Os atletas não usam cordas ou mosquetões para escalar as paredes, que têm até quatro metros, e por isso as quedas são amortecidas por colchões especiais.

“O Boulder é um “sprint” em que em dois ou três metros damos tudo. O percurso pede movimentos de força explosiva com técnica”, explica João Pena, ex-campeão nacional e um dos candidatos à vitória na competição.

A modalidade de Boudler tem vinho a ganhar importância e, segundo o presidente da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP), João Queiroz, esta taça “marca mais um passo fundamental na renovação da escalada em Portugal”.

“É um esforço que esta direcção, desde que tomou posse, tem vindo a fazer na reabilitação de uma modalidade que esteve um pouco esquecida no passado e que agora, com este calendário nacional renovado, tem tido uma adesão extraordinária e, acreditamos, também com a inclusão no programa olímpico, um futuro brilhante”, antecipa.

A mesma expectativa tem o director-geral da FCMP, Carlos Vieira. “Se não for em Tóquio, pelo menos, que se construam aqui as fundações de uma escalada nacional mais forte e que nos traga muitas alegrias”. A Taça de Portugal de Boudler vai decorrer no Rocódromo Vertigo, nos dias 9 e 10 de Setembro.