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Diversos tesouros raros da Companhia de Jesus, o mais antigo ícone mariano de Roma, a escultura luso-oriental de Cristo morto no crucifixo da igreja do Colégio de Jesus ou a bota de São Francisco Xavier são alguns dos valiosos artigos que podem ser vistos no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (UC), na mostra “Visto de Coimbra – os Jesuítas entre Portugal e o Mundo”.

A exposição, patente ao público até Março do próximo ano, centra-se em dois núcleos principais – os colégios jesuítas de Coimbra e as missões jesuítas no mundo -, destacando algumas figuras jesuítas formadas em Coimbra e enviadas para o mundo, desde a fundação do Colégio, no século XVI, até à expulsão da Companhia, em 1759.

“Incide sobre a Companhia de Jesus, que ocupou os espaços onde hoje está instalado o Museu da Ciência da UC e coincide com um momento de impacto mediático da Companhia, seja pelo filme Silêncio de Scorcese, pelas descobertas recentes de documentação na Sé Nova de Coimbra, ou pela visita a Portugal do primeiro Papa jesuíta de sempre”, revela a directora do Museu da Ciência da UC, Carlota Simões.

A Companhia de Jesus foi fundada em 1534 e abriu o seu primeiro colégio em Coimbra no ano de 1542. Logo se iniciaram missões de evangelização nos territórios de presença portuguesa.

A escola de Coimbra era essencial na formação académica dos missionários, tornando-se ponto de passagem para jesuítas europeus antes de partirem em missão, tendo ainda publicado o curso mais difundido, adaptado e usado por toda a Europa, o Curso Conimbricense.

O título da exposição inspira-se numa gravura da Lua da autoria do padre italiano Cristovão Borri, feita em Coimbra em 1626 e publicada na obra Colecta astronomica (1629) antes de o jesuíta partir para a Ásia – é a primeira ilustração científica na área da astronomia feita em Portugal e a segunda a ser publicada, apenas precedida pela de Galileu na sua obra Siderius Nuncius, 16 anos antes.